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Aquacultura regista prejuízos de 5 milhões após tempestades e cheias

Prejuízos da aquacultura atingem cinco milhões de euros após tempestades e cheias; apoio de 1,5 milhões chega, mas burocracia cansa empresários

Aquacultura emprega já milhares de pessoas
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  • A aquacultura em Portugal continental regista prejuízos de cerca de cinco milhões de euros devido a tempestades e cheias entre finais de janeiro e início de fevereiro.
  • Milhares de peixes e ostras morreram após contacto prolongado com água doce.
  • O Governo criou um apoio extraordinário de 1,5 milhões de euros para o setor.
  • Os empresários afirmam estar cansados da burocracia associada ao acesso a este apoio.
  • As perdas ainda não foram contabilizadas na contabilização oficial de danos das zonas costeiras.

O sector da aquacultura registou prejuízos superiores a 5 milhões de euros após uma vaga de tempestades e cheias que afetou Portugal continental no fim de janeiro e início de fevereiro. A crise estendeu-se às zonas costeiras, com impactos diretos na produção.

Entre os danos contabilizados estão a morte de milhares de peixes e ostras, causados pelo contacto prolongado com água doce durante o episódio meteorológico. Os animais não conseguiram adaptar-se à nova salinidade, reduzindo a produção e elevando as perdas.

As autoridades criaram um “apoio extraordinário” no valor de 1,5 milhões de euros para mitigar os impactos. O montante visa financiar medidas de recuperação, substituição de stock e reposição de infraestruturas danificadas.

Apoio público enfrenta resistência por parte dos empresários, que acusam burocracia excessiva e lentidão na elegibilidade dos custos. O setor pede simplificação de processos para acelerar a atribuição de fundos.

Apoio financeiro e obstáculos administrativos

O Governo aponta procedimentos para validar despesas e prazos de acesso como fatores a melhorar. Em algumas zonas, a recuperação depende de avaliações técnicas e de pareceres de entidades competentes, atrasando a chegada de apoio.

Empresários da aquacultura permanecem cautelosos, mencionando necessidades de crédito para reerguer cotas de produção. A prioridade é restabelecer stocks e garantir a viabilidade econômica das explorações afetadas.

As autoridades reiteram que o apoio destina-se a nove domínio de atividades vulneráveis a fenómenos meteorológicos extremos. A expectativa é de que os recursos ajudem a retomar a atividade com menor impacto financeiro para as empresas.

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