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Pinguim-imperador declarado em perigo de extinção

O pinguim-imperador e o lobo-marinho-antárctico passam a estar classificados como ameaçados de extinção pela UICN, sublinhando o impacto do aquecimento global nos polos

Um pinguim-imperador limpa-se no gelo marinho coberto de neve em redor da base do vulcão ativo Monte Erebus, perto da Estação McMurdo, a maior base científica dos EUA na Antárctida
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  • A União Internacional para a Conservação da Natureza declarou o pinguim-imperador em perigo de extinção, devido ao aquecimento global e à perda de gelo marinho.
  • Existem menos de 600 mil pinguins-imperadores adultos na natureza, e projecções indicam que a população pode reduzir-se pela metade até à década de 2080.
  • O lobo-marinho-antárctico passou de pouco preocupante para em perigo de extinção, com o aumento da temperatura dos oceanos a deslocar a presa principal, o krill, para profundidades maiores.
  • Entre 1999 e 2025, a população de lobos-marinhos-antárcticos caiu mais de 50%.
  • A directora-geral da UICN, Grethel Aguilar, e o especialista Philip Trathan veem o declínio como um alerta sobre as realidades das alterações climáticas e das emissões de gases com efeito de estufa.

O pinguim-imperador e o lobo-marinho-antárctico passaram a ser classificados pela UICN como em perigo de extinção. A mudança de estatuto reflete alterações rápidas nos seus habitats, provocadas pelo aquecimento global, no Pólo Sul.

Para o pinguim-imperador, a perda de gelo marinho costeiro compromete a reprodução. O degelo precoce pode levar as crias a cair no oceano antes de desenvolverem capacidades de nado adequado.

A população mundial de pinguins-imperadores jovens e adultos já é inferior a 600 mil indivíduos. Projeções indicam potencial redução de metade até à década de 2080, segundo a UICN.

Para o lobo-marinho-antárctico, o aumento da temperatura dos oceanos empurra a principal presa, o krill, para profundidades maiores. Assim, a alimentação torna-se mais difícil para a espécie.

Entre 1999 e 2025, o número de lobos-marinhos-antárcticos reduziu mais de 50%, aponta a avaliação da UICN. A organização associa o declínio ao impacto das alterações climáticas sobre o ecossistema.

Impacto ecológico e respostas

Grethel Aguilar, diretora-geral da UICN, descreve o declínio como alerta sobre as mudanças climáticas e o papel humano nas emissões de gases de efeito estufa. O nível de risco nos dois casos aumenta a necessidade de monitorização.

Os pinguins-imperadores e os lobos-marinhos-antárticos são indicadores críticos de alterações globais: o estado das colónias reflete alterações ambientais amplas, com consequências para outras espécies e para serviços ecossistémicos.

Importância global dos ecossistemas polares

Apesar de a Antártida parecer distante, o gelo marinho reflete energia solar e regula o clima global. As águas frias e ricas em nutrientes sustentam correntes oceânicas que influenciam pescas e clima mundial.

Se estas espécies sofrem, o impacto estende-se a ecossistemas adjacentes e ao equilíbrio ambiental planetário. A mensagem é de vigilância contínua e de políticas climáticas consistentes.

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