- Um estudo publicado na Science mostra que a segregação entre dois subgrupos da maior comunidade de chimpanzés de África, Ngogo, no Parque Nacional de Kibali, Uganda, gerou violência interna desde 2018.
- A divisão começou em junho de 2015, quando chimpanzés de núcleos diferentes passaram a tratar-se como estranhos, levando a ataques letais e a mortes de adultos e crias.
- A comunidade Ngogo, com cerca de 200 indivíduos, vive num território central com abundância de alimentos e poucos predadores.
- O último elo entre os grupos Central e Ocidental foi quebrado em 2018, quando nasceu o último filhote fruto da união entre um macho do Ocidental e uma fêmea do Central.
- Desde então, dezenas de chimpanzés foram mortos em confrontos entre os subgrupos, e as interações sociais entre eles reduziram significativamente.
Desde 2015, a maior comunidade de chimpanzés de África, Ngogo, no Parque Nacional de Kibale, Uganda, vive um processo de segregação entre dois subgrupos que evoluiu para violência interna. O estudo, publicado na revista Science, descreve a transformação de uma convivência pacífica para conflito entre grupos rivais.
Os investigadores apontam que, a partir de junho de 2015, chimpanzés de diferentes núcleos passaram a tratar-se como estranhos. A tensão cresceu até culminar em uma divisão formal entre o grupo Central e o grupo Ocidental, com incidência de ataques letais contra crias.
Segundo o estudo, a área central do parque, onde vivem os Ngogo, é pouco visitada por predadores e humanos, o que favoreceram o crescimento da comunidade. A divisão reduziu contatos íntimos entre os subgrupos e aumentou a hostilidade.
Entre 2018 e hoje, dezenas de chimpanzés, adultos e crias, morreram em confrontos entre os dois subgrupos. O último elo entre as partes ocorreu em 2018, com o nascimento de um filhote de macho Ocidental e fêmea Central, sinalizando o colapso da coesão social.
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