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Demolição do Edifício Transparente visa reformular para benefício ambiental

Demolição parcial do Edifício Transparente devolve beleza à praia, com custos partilhados entre a APA e a Câmara do Porto e reformulação da orla

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  • A demolição parcial do Edifício Transparente, no Porto, é apresentada como solução para devolver beleza à praia, num acordo entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Câmara Municipal do Porto.
  • A intervenção envolve reduzir a altura do edifício junto ao mar e proceder à reformulação para beneficiar o ambiente, a paisagem e as pessoas.
  • Os trabalhos no Ourigo, na praia, estão previstos para a primeira semana de maio, antes da época balnear, com foco na demolição do “pequeno monstro” que está na praia.
  • O custo inicial é visto como não significativo e deve ser partilhado entre a APA e a câmara, com planeamento de ações complementares para melhorar a praia internacional.
  • O projeto faz parte do Plano de Ordenamento da Orla Costeira e é apresentado como parte de uma aposta na renaturalização da região, incluindo outras intervenções previstas no litoral.

A demolição parcial do Edifício Transparente, no Porto, foi anunciada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Câmara Municipal do Porto como a solução para devolver beleza à praia. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, revelou que o edifício, situado no domínio marítimo, será reformulado com cooperação entre APA e câmara, visando reduzir a presença de uma estrutura elevada.

A medida surge num contexto de intervenção no litoral, com investimentos partilhados entre a APA e a autarquia para demolição e adequação da zona costeira. A primeira intervenção de maior dimensão deverá avançar na praia do Ourigo, prevista para a primeira semana de maio, antes do início da época balnear.

A presidente da APA, Pimenta Machado, não definiu prazos oficiais para o projeto completo, mas avançou que a demolição do edifício será iniciada na primeira semana de maio na zona do Ourigo, para permitir uma praia com melhor qualidade. A instituição prevê também reuniões próximas com a Câmara do Porto para alinhamento de etapas.

O plano envolve reduzir a altura do edifício e transformar a área debaixo do viaduto, com a reabilitação da praia mediante remoção de betão, acrescento de areia e criação de espaços ajardinados. A iniciativa pretende renaturalizar a frente costeira e melhorar a relação entre a praia internacional e o parque adjacente.

Intervenção e cronograma

Segundo o relato oficial, o projeto do Edifício Transparente está integrado no Plano de Ordenamento da Orla Costeira, que aponta para ações de melhoria da segurança e da qualidade ambiental. As intervenções complementares na zona do Ourigo devem ocorrer de forma coordenada com as obras já previstas na costa portuense.

Custos e articulação institucional

A ministra sublinhou que o acerto de custos entre APA e Câmara do Porto envolve o estudo técnico e a demolição, considerando que o investimento será gerido de forma partilhada. O objetivo é concretizar, de forma rápida, a reabilitação da praia para benefício das pessoas e do ambiente.

Contexto histórico e objetivos

A demolição faz parte de um conjunto de ações no litoral ligadas à intervenção na área que acolheu a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. O projeto visa também melhorar a qualidade da água, que vem registando melhorias conforme análises recentes, e não há, para já, indicação de outros projetos como uma marina na zona da praia internacional.

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