- O presidente da Câmara de Vimioso denunciou à GNR duas descargas ilegais no rio Angueira, numa área integrada na Rede Natura 2000 do concelho, no distrito de Bragança.
- A água apresenta cor escura ao longo de cerca de um quilómetro; a primeira descarga terá ocorrido na sexta-feira e a segunda no domingo de Páscoa, sendo que no sábado a água parecia mais transparente.
- As denúncias foram comunicadas ao SEPNA da GNR, que investiga, e também foi informado a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
- As descargas ocorreram a montante da freguesia de Angueira, e o SEPNA está a averiguar as origens para apurar o que aconteceu.
- Um morador afirmou que a água tinha cheiro a carne em decomposição e que não há indícios de unidades industriais na região, sugerindo que as datas coincidem com o período festivo.
O presidente da Câmara de Vimioso denunciou à GNR duas descargas no rio Angueira que considera ilegais, numa área integrada na Rede Natura 2000. O alerta foi feito na deslocação de sexta-feira e confirmado no domingo de Páscoa, em pleno território do concelho no distrito de Bragança.
As descargas teriam acontecido ao longo de cerca de um quilómetro, a montante da freguesia de Angueira, dentro de uma zona protegida. A água apresentou, inicialmente, tonalidade escura acastanhada, com transparência variável ao longo do percurso.
O autarca António Santos informou que contactou o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR em Miranda do Douro e comunicou o caso às entidades competentes, nomeadamente à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Segundo a autarquia, as autoridades já foram informadas e o SEPNA está a investigar, com o objetivo de apurar as origens das descargas ilegais e confirmar a natureza poluidora do sucedido. O território em causa integra um parque de proteção ambiental devido à sua importância ecológica.
Habitante de Angueira relatou à Lusa a perceção de poluição já na sexta-feira, com a água a apresentar cinzento-esverdeado e odor próprio de matéria em decomposição. A testemunha explicou que não existem unidades industriais locais que explicassem o nível de poluição observado.
As autoridades reforçam que a normalidade da investigação depende do levantamento técnico e de análises ambientais, devendo determinar-se se houve violação de normas da Rede Natura 2000 e quais medidas devem ser aplicadas. O caso continua em apreciação pelas autoridades competentes.
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