- A Zero propõe uma taxa de ruído de 5,7 euros por passageiro para mitigar o impacto dos aviões em Lisboa.
- Ambientalistas afirmam que o Plano de Acção do Ruído falha ao financiar o isolamento de edifícios.
- A diferença entre Lisboa e Madrid é apontada como chocante pelos ambientalistas.
- O ruído provocado por aterragens e descolagens no Aeroporto Humberto Delgado é visto como um problema de saúde pública para muitos residentes, com ênfase no período nocturno.
- A associação ambientalista defende novas medidas de mitigação para além daquelas já previstas.
O grupo ambientalista Zero sugeriu uma taxa de ruído por passageiro para reduzir o impacto sonoro na área do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A proposta surge no âmbito do Plano de Ação do Ruído, que a associação considera insuficiente para proteger a saúde pública de milhares de pessoas.
Segundo a Zero, o ruído das aterragagens e descolagens é já mais intenso do que o aceitável e exige medidas de mitigação adicionais, para lá do que está previsto no plano atual. A organização acusa o plano de falhar no financiamento do isolamento de edifícios afetados pelo ruído.
A proposta apresentada pela Zero fixa em 5,7 euros o valor por passageiro. A associação compara a situação com Madrid, afirmando que a diferença de abordagem é chocante e sublinha a necessidade de maior responsabilização das companhias aéreas na mitigação.
A Zero aponta ainda que o Plano de Ação do Ruído não cobre adequadamente o ruído nocturno e que a mitigação deve atingir um território mais amplo para proteger a saúde de residentes em zonas próximas ao aeroporto.
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