- A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, não marcará presença na primeira Conferência Internacional sobre a Transição Justa para o Fim dos Combustíveis Fósseis, que decorre de 24 a 29 de abril, em Santa Marta, Colômbia.
- Portugal será representado pela Agência para o Clima, não pela ministra, em linha com a escolha de deslocações “criteriosas” para poupar dinheiro público e evitar emissões.
- A Comissão Europeia ainda não definiu o nível de representação, o que explica a ausência de participação ministerial portuguesa. Espanha e França já confirmaram presença de ministros.
- A associação ambientalista Zero critica a ausência política, dizendo que enfraquece a posição nacional e a ambição da União Europeia na matéria.
- A conferência ocorre paralelamente a processos oficiais das Nações Unidas e já conta com a confirmação de 45 países e de mais de 2.500 organizações e comunidades.
Portugal não estará representado pela ministra do Ambiente na primeira Conferência Internacional sobre a Transição Justa para o Fim dos Combustíveis Fósseis, que decorre de 24 a 29 de Abril em Santa Marta, Colômbia. A presença ficará a cargo da Agência para o Clima. A decisão baseia se na natureza do evento e na necessidade de poupar dinheiro público.
O Ministério do Ambiente e Energia justifica a ausência dizendo que não se trata de um processo de negociação oficial das Nações Unidas. Acrescenta que as deslocações internacionais devem ser escolhidas de forma criteriosa para evitar emissões desnecessárias e gasto de combustíveis fósseis.
A associação ambiental Zero aponta que a ausência de representantes políticos envia um sinal negativo para a posição de Portugal e da União Europeia. Espanha e França já confirmaram presença ministerial, algo considerado relevante para fortalecer a linha europeia sobre a transição energética.
Representação de Portugal e contexto institucional
A conferência, organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, realiza se em Santa Marta. Segundo o Governo colombiano, já estão confirmados 45 países e mais de 2500 organizações. Portugal será representado pela Agência para o Clima, criada no início do ano passado.
O Maen afirma que a conferência decorre paralelamente aos processos em negociação oficial nas Nações Unidas, onde Portugal costuma ser representado ao mais alto nível. A prioridade de presença mantém se nos conselhos europeus e nas reuniões da COP.
Custos e objetivos da deslocação
O gabinete da ministra destaca que se pretende evitar emissões de gases com efeito de estufa e reduzir gastos públicos com viagens. A decisão vem num momento de recuperação pós tempestades no território nacional e de gestão da crise energética.
A Zero sustenta que a participação de altos responsáveis é essencial para definir o rumo global da eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. A associação também reforça a importância de uma representação ministerial por Portugal, alinhada com Espanha e França.
Entre na conversa da comunidade