- Em 2025, os incêndios na Europa e no Mediterrâneo subiram 20% face a 2024, totalizando 2.242.195 hectares; em Portugal a área ardida duplicou, com 284.012 hectares em 999 incêndios.
- As imagens de satélite do Copérnico mostram 23.180 incêndios na região, com maior concentração na Península Ibérica e no Mediterrâneo oriental; 424.023 hectares ardidos estavam dentro da Rede Natura 2000.
- Portugal registou mais de cinquenta mil hectares ardidos em zonas protegidas, incluindo 51.323 hectares dentro da Rede Natura 2000.
- O ano foi marcado por ondas de calor em agosto e condições meteorológicas extremas que favoreceram frentes de fogo rápidas e difíceis de controlar.
- O Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS) e o Copérnico permitem acompanhar frentes quase em tempo real e apoiar operações de emergência, destacando a necessidade de gestão de risco climática e cooperação europeia.
Nas imagens de satélite divulgadas pelo programa Copérnico, o ano de 2025 ficou marcado por incêndios de grande porte na Europa, com a Península Ibérica a concentrar grande parte da área ardida. O relatório Incêndios Florestais na Europa, Médio Oriente e Norte de África 2025 aponta um aumento global de 20% na área queimada face a 2024.
A análise, com base em dados do EFFIS, regista um total de 2.242.195 hectares incendiados nas regiões estudadas, 2,5 vezes mais do que em 2023. O mapa de satélite mostra 23.180 incêndios e realça a severidade em áreas de montado, zonas húmidas e florestas maduras.
Pontos-chave do relatório
Portugal registou 999 incêndios em 2025, consumindo 284.012 hectares, o dobro do ano anterior. Mais de 51 mil hectares de área ardida situaram-se em zonas protegidas, incluindo 51.323 hectares dentro da Rede Natura 2000. Agosto destacou-se pela intensidade das frentes em calor extremo.
As imagens do Copérnico indicam concentração de grandes fogos em agosto, período de ondas de calor prolongadas. A península Ibérica somou quase metade da área queimada na UE em 2025, com 460.585 hectares entre Portugal e Espanha.
Contexto e ferramentas de monitorização
O Copérnico, em colaboração com o EFFIS e o Serviço de Gestão de Emergências CEMS, permite acompanhar em tempo real o comportamento das frentes de fogo e produzir mapas de severidade para avaliação e recuperação. O relatório sublinha a necessidade de estratégias de gestão de risco que vão além do combate direto.
O estudo aponta ainda que as alterações climáticas intensificam verões mais longos e secas mais profundas, elevando a vulnerabilidade de ecossistemas e áreas rurais. A cooperação europeia mantém-se central para monitorização, prevenção e adaptação.
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