- Painel federal decidiu isentar empresas de perfuração no Golfo do México da Lei das Espécies Ameaçadas.
- Reunião da Comissão das Espécies em Vias de Extinção — primeira em mais de 30 anos — é apelidada de “Esquadrão de Deus”.
- A decisão ocorre numa linha de atuação de Donald Trump para desmantelar regulamentações ambientais; a reunião foi convocada pelo secretário do Interior, Doug Burgum.
- A administração afirmou ter motivos de segurança nacional, solicitando a análise do secretário da Defesa, Pete Hegseth; a evidência de impacto na indústria é contestada por especialistas.
- A indústria do petróleo e do gás não comentou; há litígios envolvendo baleias no Golfo e impactos de navegação, sem respostas oficiais de alguns departamentos.
O painel federal decidiu isentar as empresas de perfuração de petróleo e gás que operam no Golfo do México da Lei das Espécies Ameaçadas. A medida foi tomada numa reunião da Comissão das Espécies em Vias de Extinção, primeira em mais de 30 anos, e integra a agenda da Administração de Donald Trump para reduzir regulamentações ambientais.
A comissão, apelidada de Esquadrão de Deus, tem o poder de conceder isenções à lei. Trump ordenou que o comité se reunisse pelo menos trimestralmente, numa ordem executiva emitida no ano passado.
A reunião foi convocada pelo secretário do Interior, Doug Burgum, e transmitida em directo. Documentos judiciais indicam que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, solicitou a reunião, citando preocupações de segurança nacional não divulgadas.
A legislação permite isenções quando o secretário da Defesa considera necessárias por razões de segurança. Essa possibilidade não tinha sido testada até ao momento, segundo especialistas.
A indústria de petróleo e gás não respondeu a pedidos de comentário. A baleia-de-rice, espécie em risco, tem estado no centro de litígios sobre atividades de exploração no Golfo.
A Administração enfrenta impactos de decisões relacionadas com o Golfo, incluindo mudanças administrativas. O Departamento de Defesa pode mudar de designação institucional, sujeita a aprovação parlamentar. Além disso, o secretário do Interior mantém-se como membro permanente do painel.
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