- Vai iniciar-se o processo de protecção das zonas costeiras do mar dos Açores, numa segunda fase da Rede de Áreas Marinhas dos Açores (RAMPA).
- A RAMPA já protege 30 por cento do mar dos Açores, numa área total de perto de um milhão de quilómetros quadrados, com a componente oceânica de quarenta? Wait: need accurate: 287 mil quilómetros quadrados. Correction: A RAMPA classificou trezentos? It states 287 mil quilômetros quadrados. I’ll phrase: “a RAMPA classificou 287 mil quilómetros quadrados, tornando-a na maior área marinha protegida da Europa” But in bullets we should keep concise. We’ll write: “A RAMPA abrange 287 mil quilómetros quadrados, tornando-a na maior área marinha protegida da Europa.”
- Uma carta publicada na revista Science critica o foco em áreas de mar profundo, defendendo maior protecção das zonas costeiras por serem mais produtivas e sensíveis.
- O prazo estimado para finalizar a protecção das zonas costeiras é de cinco anos, com envolvimento de municípios, pescadores e ilhas, e criação de um mecanismo de gestão e financiamento.
- A equipa da Fundação Oceano Azul e cientistas associados defendem que o processo está baseado na ciência, com 17 critérios de gestão para preservar a biodiversidade marinha e a inclusão gradual das zonas costeiras.
O processo de proteção das zonas costeiras do mar dos Açores está prestes a arrancar, marcando a segunda fase do projeto RAMPA. A iniciativa, que já abrangeu 287 mil km², levou a que o arquipélago passasse a ter a maior área marinha protegida da Europa. O objetivo é ampliar a proteção para o litoral, ao ritmo de cada ilha.
A RAMPA criou uma proteção de 30% do mar dos Açores, num domínio de quase um milhão de km² no Atlântico Norte. A comissão de gestão alberga cientistas e representantes do Governo regional, com o objetivo de conservar a biodiversidade e gerir os recursos marinhos. A futura componente costeira complementará a já existente.
Crítica científica e resposta
Uma carta publicada na revista Science questiona a escolha de proteger sobretudo áreas de mar profundo, em detrimento de zonas próximas à costa. O cientista João Pedro Barreiros, da Universidade dos Açores, sustenta que a produção extractiva está centrada junto à costa e que devem existir medidas específicas para zonas costeiras.
Barreiros afirma que áreas protegidas longe da costa não são produtivas e que a proteção deve ser associada a medidas que assegurem a qualidade das águas costeiras. Em resposta, Emanuel Gonçalves, coordenador científico da Fundação Oceano Azul, diz que a RAMPA foi baseada em ciência sólida e que a gestão está a ser desenvolvida para integrar também as zonas costeiras nos próximos anos.
Como funciona e prazos
Emanuel Gonçalves explica que a RAMPA já definiu a componente oceânica, com um conjunto de critérios de gestão para preservar a biodiversidade. A próxima etapa envolve a criação da componente costeira, com participação de ilhas, municípios e pescadores, para ajustar objetivos locais.
O prazo para completar a proteção das zonas costeiras é de cerca de cinco anos, conforme as avaliações dos responsáveis. O desenho da rede mantém o foco na ciência e na gestão integrada, evitando a sobreposição com atividades económicas locais.
As autoridades destacam que a separação entre oceano e costa é prática internacional para adaptar objetivos a utilizadores distintos. O objetivo é manter a proteção ambiental sem prejudicar a atividade pesqueira, com monitorização contínua e participação das partes interessadas.
Entre na conversa da comunidade