- A Comissão Europeia apresentou uma estratégia integrada de gestão do risco de fogos florestais para prevenir, responder e recuperar, diante do aumento da frequência e dimensão dos incêndios na Europa.
- Em 2025 foi a pior época de sempre, com mais de um milhão de hectares ardidos; Portugal foi fortemente afetado, com cerca de 270 mil hectares.
- A estratégia foca a prevenção baseada em ecossistemas, criando paisagens resistentes ao fogo, melhorando a avaliação de riscos e integrando-a nos relatórios nacionais, em resposta ao contexto de alterações climáticas.
- Do ponto de vista tecnológico, reforça-se o Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais (EFFIS), com apoio do satélite Copernicus, tornando dados quase em tempo real acessíveis, e desenvolvem-se ferramentas de modelação de risco com inteligência artificial.
- No plano operacional, a frota RescEU será ampliada com 12 aviões e cinco helicópteros, e está a nascer uma plataforma europeia de combate a incêndios em Chipre para formação e preparação sazonal.
A Comissão Europeia divulgou uma estratégia de gestão integrada do risco de fogos florestais, com o objetivo de apoiar os Estados-membros na prevenção, resposta e recuperação. A medida surge na esteira de 2025, a pior época de incêndios já registada na Europa, segundo a Lusa.
A proposta enfatiza a prevenção baseada em ecossistemas e a criação de paisagens resistentes ao fogo, bem como a melhoria da avaliação de riscos e a integração nos relatórios nacionais. Inclui também a sensibilização pública e estratégias de recuperação pós-fogo com foco na resiliência climática.
A nível tecnológico, o plano reforça o Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais (EFFIS), com apoio do satélite Copernicus, tornando dados quase em tempo real acessíveis aos Estados-membros e aos cidadãos. Modelos de risco com IA deverão orientar decisões de prevenção.
Reforço de meios
A frota RescEU será ampliada com 12 aviões e 5 helicópteros de combate a incêndios. Está a ser criada uma plataforma europeia de combate a incêndios em Chipre, destinada a funcionar como centro regional de formação.
A medida insere-se num contexto de agravamento do risco em todo o continente, associado a verões mais longos, quentes e secos. O objetivo é aumentar a capacidade de resposta e reduzir impactos.
Em 2025, mais de um milhão de hectares arderam na Europa, o valor mais alto desde 2006. Portugal registou cerca de 270 mil hectares, tornando 2025 o segundo pior da década, atrás de 2017, com 537 mil hectares. Fonte: Lusa.
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