- O Governo da Madeira concluiu uma intervenção de 66 hectares no Funchal, no âmbito da faixa corta-fogo, com a introdução de 300 cabeças de gado.
- O objetivo é manter os terrenos limpos, uma vez que espécies infestantes crescem mais rápido que a capacidade de corte tradicional.
- A intervenção ocorreu no Montado dos Louros, freguesia do Monte, e integra ações de limpeza da faixa corta-fogo.
- Para além desta zona, outras áreas da faixa dos Caminho dos Pretos vão ter gado vedado, com plantação de árvores de fruto em zonas mais ao sul.
- O projeto, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural da Madeira (PRODERAM2020), inclui ainda 14 quilómetros de vedação e visa reduzir a vulnerabilidade aos incêndios e facilitar o trabalho dos bombeiros.
O Governo da Madeira concluiu uma intervenção numa área florestal de 66 hectares no Funchal, integrada na faixa corta-fogo. A operação incluiu limpeza e a introdução de 300 cabeças de gado. A iniciativa foi anunciada pelo chefe do executivo regional.
Miguel Albuquerque explicou que o gado controlado ajuda a manter o terreno limpo, já que espécies infestantes crescem mais depresso que a capacidade de corte de árvores e de limpeza. A intervenção ocorreu no Montado dos Louros, freguesia do Monte.
Além disso, a região projecta vedar o gado noutras zonas da faixa corta-fogo do Caminho dos Pretos, nas serras do Funchal, e plantar árvores de fruto em áreas mais a sul. A operação insere-se no âmbito do PRODERAM2020.
Objetivos da intervenção
O terreno é privado e as ovelhas também, mas a gestão visa reduzir os riscos de incêndio na época estiva e aumentar a segurança na cidade do Funchal, segundo o presidente do Governo Regional. Já foram encomendados 14 quilómetros de vedação para o gado ordenado.
A faixa corta-fogo ao longo do Caminho dos Pretos cobre mais de 600 hectares, procurando criar uma zona de vegetação de baixa combustibilidade. O objetivo é baixar a vulnerabilidade da população e facilitar o trabalho dos bombeiros.
Em junho do ano passado, durante uma visita a uma zona de intervenção, Albuquerque referiu que a faixa corta-fogo, com cerca de 300 hectares já intervencionados, exige continuidade ao longo de uma ou duas gerações.
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