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APA confirma retirada total ou parcial de barreira obsoleta no rio Côa

APA decide se ensecadeira do rio Côa é removida total ou parcialmente, avaliando a tecnologia de demolição e impactos nas gravuras do Vale do Côa

O rio Côa, na altura do Parque Arqueológico de Foz Côa, onde foram descobertas gravuras paleolíticas
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  • A APA afirma que a ensecadeira no rio Côa pode ser retirada total ou parcialmente, faltando definir a tecnologia de demolição.
  • A estrutura em betão armado foi erguida em 1995 após a decisão de não construir uma barragem para esconder as gravuras rupestres, no Vale do Côa.
  • A ensecadeira é considerada uma barreira obsoleta que artificializa o rio e tem impactos ambientais, económicos e culturais, inclusive na conservação das gravuras.
  • Em 2023, a Fundação Côa Parque, a APA e a Rewilding Portugal começaram um projeto de demolição, com discussões sobre várias soluções técnicas.
  • O projeto está incluído no Plano Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e depende de um Estudo de Impacto Ambiental, com financiamento e decisões técnicas ainda por definir.

O governo, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), quer decidir entre remover total ou parcialmente a ensecadeira no rio Côa. A estrutura em betão armado foi criada em 1995, após a decisão de não avançar com uma barragem que esconderia gravuras. A remoção é para evitar a artificialização do leito e os impactos ambientais, económicos e culturais.

O presidente da APA, José Pimenta Machado, afirma que ainda falta definir quais técnicas de demolição serão usadas. O objetivo é preservar as gravuras rupestres do Parque Arqueológico do Vale do Côa, reconhecendo o atual estado de degradação da estrutura. Técnicos estão envolvidos no processo desde 2023.

A iniciativa é conjunta entre a Fundação Côa Parque, a APA e a Rewilding Portugal. O projeto está incluído no Plano de Recuperação e Resiliência (PTRR) e funciona como um dos elementos financiados pelo programa Portugal Transformação.

Tecnologias de remoção

Há várias propostas de remoção a estudar, com a opção de remoção total ou parcial da ensecadeira. A decisão depende da técnica que permita cortar a estrutura sem danificar o leito e as áreas adjacentes. A seleção da tecnologia pode influenciar o cronograma.

O Ministério da Cultura já foi informado sobre o mapeamento da retirada, bem como sobre a necessidade de eventual Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). O relatório técnico de viabilidade foi enviado à APA para análise final.

Impacto ambiental e salvaguarda das gravuras

Pimenta Machado adianta que todo o projeto estará sujeito a um Estudo de Impacto Ambiental. O objetivo é mitigar efeitos sobre o ecossistema do rio e assegurar a proteção das gravuras com a maior segurança possível. A cheia de fevereiro elevou o nível de água, afectando o Vale do Côa.

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