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Esplanada junto ao paredão de Moledo desabou

APA acelera intervenção emergente para estabilizar o muro de Moledo, com risco de novas falhas na esplanada face à tempestade Therese

A estrutura em pedra, construída há largas décadas, ruiu no extremo Norte, entre as escadas de acesso à praia e o bar "Mergulho"
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  • O paredão de Moledo, em Caminha, sofreu derrocada que atingiu a esplanada de um bar de apoio à praia, entre as escadas de acesso e o bar Mergulho, já encerrado.
  • A área já afetada pela destruição soma cerca de 50 metros do paredão; a esplanada do apoio de praia também está em risco de desabar.
  • O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, anunciou intervenção emergencial de três a quatro milhões de euros para estabilizar o muro e impedir novos danos, com início imediato.
  • A depressão Therese já aumenta a ondulação e pode provocar novos estragos em Moledo e noutras zonas da costa; a intervenção pretende impedir a progressão do colapso para sul.
  • Entre sexta-feira e segunda-feira será assinado um protocolo com a Câmara de Caminha para desenvolver o projeto da solução definitiva e, posteriormente, a APA lançar a empreitada de recuperação do muro adaptado ao novo estado da costa.

O paredão de Moledo, em Caminha, continua a ceder com as investidas do mar. A derrocada, iniciada há semanas, atingiu a esplanada de um bar de apoio à praia, agravando a instabilidade na zona norte da linha costeira.

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, voltou ao local esta semana para avaliar os trabalhos urgentes. O objetivo é estabilizar o muro e a esplanada, após a nova progressão dos danos provocada pela agitação marítima.

A intervenção imediata, anunciada pela APA, visa evitar avanços adicionais da destruição. A depressão Therese pode intensificar os estragos, segundo a avaliação técnica realizada no local com a participação da Câmara Municipal de Caminha.

Situação atual e ações imediatas

Entre hoje e amanhã, o apoio de praia corre risco de desmoronar ainda mais, com parte da esplanada já comprometida. Os técnicos planeiam estabilizar a base do muro e verificar o restante da estrutura na zona sul.

O objetivo é evitar novos colapsos para sul do muro. Está prevista uma avaliação detalhada do estado do conjunto e a implementação de uma intervenção de emergência nas áreas mais afetadas, já a partir dos próximos dias.

Plano de recuperação a longo prazo

Entre sexta-feira e segunda-feira será assinado um protocolo com a Câmara de Caminha. A autarquia deverá desenvolver o projeto da solução definitiva para o muro. A APA, por sua vez, lançará a empreitada de recuperação.

O novo muro deverá assentar na bedrock, com reforços que o tornem resistente ao avanço erosivo do mar. O projeto contempla uma reconstrução mais robusta, adaptada à realidade costeira atual.

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