- Freguesias de Paredes reivindicam a ampliação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Arreigada, em Paços de Ferreira, para resolver a poluição crónica do rio Ferreira.
- A poluição do rio aumentou após tempestades, com períodos em que o caudal diluiu parte dos contaminantes, e relatos de cheiros fortes em dias quentes há cerca de dois anos.
- A população recorda que o rio era um espaço de infância e encontro, com história de praias fluviais e pesca nocturna, antes de várias intervenções técnicas falhadas.
- Autarcas e moradores criticam a ausência de prioridade política ao longo de décadas, associada a uma tentativa de requalificação da ETAR em 2019 que custou cinco milhões de euros e não resultou.
- As Águas de Paços de Ferreira indicam que o início das obras está previsto para este ano, com conclusão e entrada em funcionamento estimatedas em cerca de três anos, após os procedimentos de contratação pública.
Em Paredes, habitantes denunciam a poluição causada pelo rio Ferreira, resultante do tratamento em Paços de Ferreira. O foco é a possível ampliação da ETAR de Arreigada, em Paços de Ferreira, para travar o problema que persiste há décadas.
Ao longo dos anos, o rio Ferreira já apresentou fases de poluição extrema, com cheiros fortes e água turva. A cambiante qualidade da água varia com as tempestades, que aumentam o caudal e diluem parcialmente a poluição.
Para muitos moradores de Lordelo, o rio é parte da memória local, associada a memórias de infância junto à Levada do Souto. A história envolve decisões técnicas falhadas e falta de prioridade política, refletindo uma tentativa de requalificação que falhou em 2019.
O processo envolve votos e iniciativas locais, incluindo intervenções da Junta de Freguesia de Lordelo desde 2013. A pressão política e social ficou marcada por resistência e por pedidos contínuos de soluções mais eficazes para a poluição fluvial.
A expectativa atual envolve o concurso para a ampliação da ETAR de Arreigada. A promessa é de que as obras ocorram dentro de dois anos e meio, com a adjudicação concluída e a infraestrutura a entrar em funcionamento em cerca de três anos, conforme anúncio oficial.
Entretanto, há ceticismo entre moradores e ex-autarcas sobre o ritmo das obras. A esperança é que a intervenção finalmente avance sem novos atrasos, criando condições para uma melhoria visível da qualidade da água e do ambiente ribeirinho.
As Águas de Paços de Ferreira informaram que o início das obras está previsto para este ano, após a conclusão dos procedimentos de contratação pública em curso. O prazo global estimado para execução e entrada em funcionamento é de aproximadamente três anos.
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