- Europol liderou a operação internacional Custos Viridis, com mais de trezentas pessoas detidas em setenta países; foram apreendidas trezentas setenta e sete mil toneladas de resíduos no total.
- Em Portugal, foram apreendidas mais de vinte e duas mil toneladas de resíduos, ocorrendo quinhentas e noveenta e cinco contra-ordenações e a detecção de quatro crimes; coordenação pela Guarda Nacional Republicana (GNR).
- A ação envolveu cinco entidades nacionais: Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima, Autoridade Tributária e Aduaneira e Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território; realizaram trêscentas e dezassete inspeções.
- Entre as apreensões em território português destacam-se resíduos no total de vinte e duas mil toneladas, e outras mercadorias como 602 toneladas de agentes poluentes, 75 toneladas de produtos químicos para proteção de plantas, 2,3 toneladas de mercúrio e quase 10 milhões de euros em dinheiro e contas.
- O objetivo da operação é prevenir contaminação de solos, águas e ar; as redes criminosas recorrem a fraude documental e falsificação de documentos para facilitar o tráfico de resíduos.
Mais de 330 pessoas foram detidas em 70 países numa operação liderada pela Europol contra redes de crime organizado acusadas de tráfico de resíduos ilícitos na Europa. Em Portugal, a ação resultou na apreensão de 22 mil toneladas de resíduos. O objetivo foi impedir a exportação para África, Ásia e América Latina.
Em Portugal, a operação Custos Viridis envolveu cinco entidades nacionais. As ações decorreram entre agosto e dezembro do ano passado, com coordenação da Guarda Nacional Republicana (GNR). As forças nacionais laboratoram o cumprimento de normas ambientais e a gestão correta de resíduos.
Ao todo, em Portugal foram realizadas 317 inspecções, 241 pela GNR. Entre contra-ordenações, contabilizaram-se 195, com 158 da responsabilidade da GNR. Também foram registados quatro autos de notícia por crime ambiental.
A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) assegurou a maior parte da apreensão de resíduos, resultando de duas inspecções. No total, foram apanhadas 22 toneladas de resíduos, com reforço de fiscalização em centros de tratamento, aterros e locais de produção de resíduos.
Segundo a GNR, o crime ambiental tem ligação a fraudes documentais, corrupção e branqueamento de capitais. As autoridades portuguesas, em cooperação com a Europol e parceiros internacionais, mantêm esforços para prevenir e combater estas práticas.
A Guarda Civil detalhou que os resíduos apreendidos em Portugal poderiam ter gerado lucros ilícitos de dezenas de milhões de euros. A operação também visou evitar contaminação de solos, águas e ar, reforçando o controlo em circulação de resíduos.
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