- A Estratégia Água que Une celebra um ano desde a aprovação, com quase um mil milhões de euros em obras já em conclusão ou em terreno.
- O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, destacou que a água é um recurso necessário de gerir, advertindo que vêm períodos de seca, apesar da água em excesso no momento.
- A estratégia assenta em três eixos — Eficiência, Resiliência e Inteligência — e visa o uso racional da água, com metas até 2050, incluindo novas barragens e interligação de bacias.
- A ministra do Ambiente comentou que o Algarve é a região com maior necessidade de resiliência hídrica e destacou a poupança de água na agricultura, que representa 30% na região.
- Progressos citados incluem o aumento do volume morto da albufeira de Odelouca e o sistema de Santa Clara no Alentejo, com investimentos relevantes; o Alqueva é apresentado como exemplo de retorno económico, gerando 330 milhões de euros por ano.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que a água é um recurso estratégico que ainda não é devidamente aproveitado, em Lisboa, numa ação da CAP que marcou o primeiro aniversário da Estratégia Água que Une. O governante lembrou que Portugal enfrenta períodos de seca e que é essencial gerir este recurso.
Apesar de haver água em excesso devido ao mau tempo recente, o ministro alertou para a necessidade de poupar água para armazenar em cheias e assegurar disponibilidade em fases de seca. A Estratégia Água que Une é, segundo o Governo, uma das 10 prioridades nacionais.
O Executivo anunciou, no mesmo evento, que a estratégia já envolve cerca de mil milhões de euros em obras em fase de conclusão ou em terreno, um ano após a sua apresentação. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou o caráter de realidade no terreno.
A governante sublinhou os três eixos da estratégia — Eficiência, Resiliência e Inteligência — e reforçou o papel da gestão racional da água para melhorar a qualidade de vida e o funcionamento de setores como a agricultura. Algarve e Alentejo são áreas de foco da resiliência hídrica.
Avanços e exemplos
Ao nível do armazenamento, destacaram-se intervenções no reduzido volume morto da barragem de Odelouca. No Alentejo, o sistema de abastecimento de Santa Clara recebeu investimento relevante, com a obra de captação e conduta para Odemira em curso.
O Governo confirmou ainda que a Barragem do Pisão recebeu prioridade de reprogramação no âmbito do programa Sustentável 2030. Projetos como a construção da nova barragem de Fragilde e intervenções em Girabolhos continuam em curso.
António Carmona Rodrigues, presidente da Águas de Portugal, frisou a necessidade de preparar o país para ciclos de cheias e de secas, defendendo uma estratégia de continuidade e cooperação entre entidades para acelerar a execução.
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