- Estudantes em Lisboa exigem do Presidente da República, José António Seguro, um compromisso explícito de pôr fim aos combustíveis fósseis até 2030.
- O protesto realizou-se com piquetes entre o Largo do Rato e a Assembleia da República, promovido pela Greve Climática Estudantil e pelo Climáximo.
- A ideia é que o Presidente use a influência institucional para pressionar o Governo, mesmo sem poderes executivos diretos.
- os jovens pedem um plano concreto para travar a crise climática e criticam monoculturas solares, defendendo uma electrificação renovável descentralizada.
- A contestação deve continuar em Belém, com a expectativa de participação de outros setores e a observação de organizações como a Amnistia Internacional.
Estudantes de Lisboa organizam uma greve e ocupam ruas para exigir que o novo Presidente da República declare o fim dos combustíveis fósseis até 2030. A marcha começou no Largo do Rato e seguiu até à Assembleia da República, onde decorrem as cerimónias de posse.
O protesto é promovido pela Greve Climática Estudantil e pelo Climáximo e reuniu dezenas de jovens. Entre os participantes estavam alunos de Beauvoir, Camões, António Arroio, Faculdade de Letras e Ciências da Universidade de Lisboa, entre outros.
Os jovens justificam o protesto pela urgência da crise climática, destacando as tempestades recentes e os impactos na região Centro. A porta-voz Matilde Ventura aponta que o Presidente deve usar a influência institucional para pressionar o Governo.
Mudanças climáticas no centro da agenda
Ventura reconhece que o Presidente não tem poderes executivos para impor um plano climático, mas sustenta que a política pública não deve ficar apenas no discurso. A organização envia uma carta ao Presidente, ainda sem resposta, com o pedido de um plano concreto até 2030.
Salomé Duarte, 17 anos, afirma que a crise climática é uma ameaça existencial que justifica sacrifícios imediatos. Os estudantes referem o fecho e destruição de escolas na região Centro como consequência de eventos climáticos extremos.
Participação e próximos passos
A ação ganhou adesão de mais grupos entre quem se desloca para o Parlamento. Além das escolas, chegam jovens de outras instituições de ensino. Prevê-se que a pressão se estenda até Belém, junto ao palácio de Belém, com uma assembleia popular.
A Amnistia Internacional acompanha a manifestação no âmbito do projeto Proteger a Liberdade, que monitoriza direitos de reunião e manifestação. A organização não divulga contatos, mas credita as fontes oficiais ou dos promotores.
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