- O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, disse que a água é “o petróleo que não sabemos utilizar” e destacou a necessidade de a gerir, especialmente em períodos de seca.
- Portugal tem água em excesso no momento por causa do mau tempo, mas prevê futuros períodos de seca e, por isso, é preciso poupar o recurso.
- A estratégia Água que Une é uma das dez prioridades do Governo e visa armazenar água em épocas de cheias para enfrentar a seca.
- O ministro citou o Alqueva como exemplo de investimento rentável, gerando 330 milhões de euros por ano, e afirmou que a estratégia pode acelerar, apesar da burocracia.
- A estratégia, com quase 300 medidas até 2050, prevê construção de novas barragens, redução de perdas e interligação de bacias hidrográficas; haverá avaliação de execução ao fim de um ano.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou em Lisboa que a água é o “petróleo que não sabemos utilizar”, destacando a urgência de gerir este recurso diante de períodos de seca. A intervenção ocorreu numa iniciativa da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que marcou o primeiro ano da Estratégia Água que Une.
Fernandes explicou que, neste momento, Portugal enfrenta excesso de água por causa do mau tempo recente, mas alertou para a previsão de períodos de seca. O objetivo é poupar água para armazenar durante cheias e assegurar abastecimento suficiente nas alturas de escassez.
A Água que Une é apresentada como compromisso do Governo e uma das 10 prioridades estratégicas. O ministro citou o Alqueva, que gera cerca de 330 milhões de euros anuais, como exemplo de investimento com retorno. Sem o investimento, disse, o custo pode ser elevado.
Estrutura e metas da estratégia
O governante defendeu a aceleração da estratégia, apesar de entraves como a burocracia. Em tom aberto, mostrou-se disponível para regressar à sede da CAP dentro de um ano para prestar contas sobre a execução.
A Estratégia Água que Une reúne quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre as ações previstas estão a construção de novas barragens, a redução de perdas nos sistemas e a interligação de bacias hidrográficas, com implementação até 2050.
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