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Autarca da Azambuja alerta para degradação das infraestruturas agrícolas

Autarca alerta para degradação de infraestruturas agrícolas no Vale da Azambuja; danos exigem investimento nacional e ações de emergência

Autarca da Azambuja alerta para degradação das infraestruturas agrícolas
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  • O presidente da Câmara da Azambuja alertou para a gravidade das infraestruturas agrícolas no Vale da Azambuja, danificadas pelo mau tempo, dizendo que a recuperação exige investimento nacional e não pode ficar apenas nos municípios.
  • A tempestade provocou rombos nos taludes e valas que asseguram a rega, bem como danos em portas de água e estradas municipais; o caso mais grave ocorreu na estrada de acesso ao Palácio, onde cerca de 30 metros da vala adjacente ficaram destruídos.
  • Os campos ficaram alagados, com escoamento que atrasa a preparação das sementeiras, afetando culturas como tomate e milho.
  • A Agência Portuguesa do Ambiente autorizou a intervenção de emergência na estrada afetada e vai financiar a obra; o município usa o regime excecional para calamidades, com ajustes diretos até 500 mil euros.
  • A APA afirma que as cheias foram um fenómeno excecional, com intervenções em curso em várias bacias hidrográficas; reconhece a necessidade de muito investimento para recuperar infraestruturas e reforçar a resiliência, atuando em articulação com municípios e associações de agricultores.

O presidente da Câmara da Azambuja alertou para a gravidade das infraestruturas agrícolas no Vale da Azambuja, danificadas pelo mau tempo. A recuperação exige financiamento nacional, não pode ser suportada apenas pelos municípios.

As primeiras sondagens indicam rombos nos taludes, valas de rega, portas de água e estradas municipais, consequência de tempestades. Um caso crítico ocorreu na estrada de acesso ao Palácio da Azambuja, onde cerca de 30 metros da vala se perderam.

Os campos ficam alagados, escoam e voltam a encher, dificultando o arranque das sementeiras. Tomate e milho, culturas-chave da região, ficam em risco devido aos estragos nas infraestruturas hídricas.

Aplicações de emergência já foram autorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente APA para a intervenção na estrada afetada. O município prevê iniciar a reparação na segunda-feira, recorrendo a regime excecional de calamidade até 500 mil euros.

O autarca afirmou que o problema resulta também de abandono de infraestruturas hidráulicas ao longo do Vale. Diques, taludes e valas necessitam de manutenção para evitar efeitos devastadores em eventos extremos.

As câmaras não dispõem de meios financeiros ou técnicos suficientes para responder ao volume de danos. Em alguns casos, os proprietários terão de defender áreas com ações coordenadas de investimento nacional, disse.

Agricultores do Ribatejo defendem que o Vale do Tejo sofre há décadas com falta de manutenção. Pontes degradadas, caminhos rurais difíceis e portas de água danificadas reforçam a vulnerabilidade a cheias.

A APA, presidida por José Pimenta Manchado, classifica as cheias como fenômeno excecional. A instituição está a levantar os danos nacionais e a planear intervenções de emergência, com avaliação em várias bacias hidrográficas.

No caso da Azambuja, a APA confirmou financiamento da intervenção de emergência acordada para a estrada do Palácio, com o município. A obra deve iniciar sob supervisão técnica da agência.

O responsável destacou que o sistema hidráulico respondeu de forma eficaz, apesar de uma cheia persistente que durou três semanas. Caudais espanhóis também deram origem a valores altos, mas evitaram inundações graves em zonas sensíveis.

A APA prevê necessidade de muito investimento para recuperar infraestruturas e reforçar a resiliência. A agência já tem financiamento para atuar nas áreas de competência, trabalhando em articulação com municípios e associações de agricultores.

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