- O ano de 2025 foi o terceiro mais quente de sempre, mantendo-se três anos consecutivos acima do limiar de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.
- A temperatura média global em 2025 foi de 14,97 °C, 0,59 °C acima da média de referência 1991-2020, e 0,13 °C acima de 2024, o ano mais quente já registado.
- Na Europa, 2025 ficou como o terceiro mais quente, com uma média de 10,41 °C, 0,3 °C abaixo do máximo de 2024, mas 1,17 °C acima da média.
- O relatório destaca que nenhum país ficou imune às alterações climáticas, com o Antártico a apresentar o maior valor de temperatura média anual já registado e o Ártico o segundo maior.
- Em 2025, metade da superfície terrestre teve mais dias com stress térmico severo, e as altas temperaturas contribuíram para incêndios florestais em várias regiões, incluindo Portugal.
O ano de 2025 foi o terceiro mais quente de que há registo, com temperaturas que superaram o nível de 1,5°C acima dos valores pré-industriais em três anos consecutivos. O anúncio é do ECMWF, responsável pelo Serviço Copernicus e pela monitorização climática da UE.
O estudo indica que 2025 ficou 0,01°C abaixo de 2023 e 0,13°C acima de 2024, que foi o mais quente já registado globalmente. A temperatura média global ficou em 14,97°C, 0,59°C acima da média 1991-2020.
A Europa também registou o terceiro ano mais quente, com uma temperatura média de 10,41°C, 1,17°C acima da média e 0,3°C abaixo do recorde de 2024. O relatório aponta para gases de efeito estufa acumulados na atmosfera e altas temperaturas de superfície no mar.
O documento destaca que o planeta registou três anos consecutivos acima de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, objetivo do Acordo de Paris. Mauro Facchini, responsável pela Observação da Terra da Comissão Europeia, afirma que ninguém ficou a salvo.
O relatório reforça que o aquecimento atual é sustentado por El Niño e outros fatores de variabilidade oceânica, agravados pelas alterações climáticas. O valor do aquecimento global já se situa perto de 1,4°C, o que sugere que o limite de Paris poderá ser atingido ainda nesta década.
Carlo Buontempo, diretor do C3S, sublinha que a escolha é gerir as consequências para sociedades e ecossistemas, lembrando que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registados. A diretora de estratégia climática do C3S, Samantha Burgess, observa que nenhum país esteve imune às alterações climáticas.
Em 2025, metade da superfície terrestre teve mais dias com stress térmico severo, definido por índices superiores a 32°C, uma condição associada a mortes por calor segundo a OMS. As ondas de calor contribuíram para incêndios florestais, incluindo ocorrências em Portugal.
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