- Águeda iniciou o ano como European Green Leaf 2026, prémio atribuído em 2024 em Valência.
- Foi anunciada a criação do Parque Ambiental da Cidade de Águeda, orientado pela renaturalização e valorização dos ecossistemas.
- O projeto prevê um corredor verde que reconecta margens, interligando áreas urbanas com redes pedonais, cicláveis e ecológicas.
- Vai nascer uma rede de embaixadores verdes para envolver pessoas e instituições, com foco na gestão de resíduos como objetivo central.
- A APA e o Governo indicam intervenções com investimento relevante, incluindo quase 19 quilómetros de cursos de água reabilitados, combate a espécies invasoras e ações no âmbito do Ria Viva, num total de cerca de 4 milhões de euros.
Águeda inicia o European Green Leaf 2026 com o compromisso de reforçar a sustentabilidade local. O município da região de Aveiro, premiado em 2024, anunciou um ano especial ambiental e a criação de um Parque Ambiental no centro da cidade.
O objetivo é transformar o território com base natural, promovendo a renaturalização, a valorização dos ecossistemas e uma relação mais equilibrada entre pessoas e lugar. O parque deverá ligar margens, articular zonas urbanas e integrar redes pedonais, cicláveis e ecológicas.
Além do parque, está prevista a criação de uma rede de embaixadores verdes, para envolver cidadãos e instituições na gestão ambiental. A intervenção vale-se da gestão de resíduos, com foco nos biorresíduos e na valorização de materiais.
Âmbito político e institucional
O presidente da Câmara Municipal de Águeda destacou que o ano Green Leaf não é simbólico, mas um reconhecimento daquilo que já foi feito e da capacidade de continuar. O autarca aponta para impactos na gestão de resíduos como prioridade deste ciclo.
O secretário de Estado do Ambiente realçou que Águeda pode inspirar outras cidades, citando a parceria com a APA na reabilitação de cursos de água. O presidente da APA apresentou números de intervenção e investimento efetivo.
Intervenções e investimentos
Foram intervenidos cerca de 19 quilómetros de cursos de água, com investimento direto superior a 2 milhões de euros e mais de 14 mil plantas ripícolas. O conjunto de obras inclui ações no Rio Cértima e no Rio Alfusqueiro, com reforço ripícola e contagem de milhares de espécimes.
Já foi adquirida uma ceifeira aquática para intensificar a remoção de jacinto-de-água, contribuindo para a proteção ecológica do rio Águeda e da Pateira de Fermentelos.
Perspectivas futuras
No âmbito do Ria Viva, o sucessor do Polis Ria de Aveiro, prevêem-se intervenções estruturantes com investimento global de cerca de 4 milhões de euros. Entre as ações estão renovações na Pateira de Fermentelos e no açude do rio Águeda.
Prevê-se ainda a proteção ambiental do rio Águeda e a qualificação de margens, contemplando estabilização, mitigação de cheias e criação de percursos pedonais e cicláveis. Este conjunto visa aumentar a resiliência ambiental da região.
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