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Lombalgia: o que é e como prevenir a dor nas costas

A lombalgia é sintoma comum que pode evoluir para dor crónica, afetando a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias

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  • A lombalgia é a dor na região lombar (parte inferior da coluna); trata-se de um sintoma, não de uma doença específica, sendo fundamental a avaliação clínica. Estima-se que 80 a 90% da população adulta tenha, ao longo da vida, pelo menos um episódio incapacitante.
  • A dor lombar é a mais comum e pode afectar cerca de um terço da população portuguesa; a maioria dos casos é de início agudo e resolve-se espontaneamente em poucas semanas.
  • Sintomas típicos incluem dor difusa ou pontada na lombar, que pode irradiar para o cóccix, nádegas ou parte de trás das pernas; há rigidez, espasmos e dificuldade de movimento; em 5% pode haver lombalgia de origem inflamatória associada a causas graves.
  • Procure ajuda médica se houver dor intensa há mais de quatro semanas, radiação para as pernas, formigueiro ou fraqueza nas pernas, ou dor que piora à noite; o diagnóstico combina história clínica, exame físico e, se necessário, exames complementares.
  • O tratamento varia com a causa e gravidade, incluindo repouso relativo, atividade física, anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos, fisioterapia e treino do core; prevenção passa por higiene postural, manter peso saudável, exercício regular e levantar objetos com as pernas.

A lombalgia é a dor que surge na região lombar, na parte baixa da coluna. Embora seja comum, é um sintoma, não um diagnóstico definitivo, exigindo avaliação clínica para identificar a causa. Estima-se que 80 a 90% da população tenha pelo menos um episódio na vida.

A dor lombar é a forma mais frequente de dor crónica a nível mundial e atinge cerca de um terço da população portuguesa. Em Portugal, continua a ser uma das principais razões de consulta nos cuidados de saúde primários, embora a maioria dos casos seja aguda e resolva espontaneamente em semanas.

Quais são os principais sintomas? A dor pode variar em intensidade e tipo. Em 95% dos casos piora com o movimento e pode irradiar para o cóccix, nádegas ou parte de trás das coxas, semelhante à ciática. Rigidez, espasmos e dificuldade de movimentação completam o quadro.

Em 5% dos casos a lombalgia tem causa inflamatória, podendo indicar condições mais graves como infeção, inflamação ou até câncer. O diagnóstico depende da história clínica, exame físico e, por vezes, de exames complementares.

Quem está mais exposto a sofrer de lombalgia? É mais comum entre adultos entre os 30 e os 50 anos, associando-se ao envelhecimento dos discos e articulações. Fatores como má postura, excesso de peso, esforço físico repetitivo e sedentarismo aumentam o risco.

Intervenientes na área médica destacam que alguns jovens atletas também podem desenvolver pequenas fissuras ou fraturas por esforço, enquanto pacientes com histórico de cirurgia lombar também podem apresentar lombalgia.

Quando pedir ajuda médica? Sinais de alarme incluem dor intensa que persiste por mais de quatro semanas, irradiação para as pernas, dormência, fraqueza na perna ou dor que piora à noite. A dor crónica também exige avaliação para evitar sensibilização central.

Como se chega ao diagnóstico? O médico avalia a história clínica e o exame físico para distinguir entre dor mecânica ou inflamatória, valorizando antecedentes de saúde. Podem ser pedidos análises, RX, TAC e, em casos de irradiação, ressonância magnética.

Quando existem dúvidas, podem realizar-se bloqueios diagnósticos ou prognósticos guiados por ecografia ou raio X, para confirmar a origem da dor. Se houver melhoria com o bloqueio, podem ser consideradas intervenções de medicina da dor.

Como tratar a lombalgia? O tratamento depende da causa e gravidade. Em casos agudos, medidas simples costumam bastar. A lombalgia crónica recomenda-se manter ativo, evitando atividades que agravem a dor, pois o repouso prolongado piora a condição.

Medicamentos de primeira linha incluem anti-inflamatórios não esteroides para curto prazo, analgésicos sob prescrição e, por vezes, relaxantes musculares. Aplicações de calor ou frio ajudam a reduzir inflamação e dor.

A reabilitação e a fisioterapia são centrais na lombalgia crónica, com foco em fortalecer o core, flexibilidade e técnicas manuais. Técnicas de TENS, acupuntura e fisioterapia podem complementar o tratamento.

Quais são as opções invasivas? Em casos graves, podem ser consideradas intervenções não cirúrgicas percutâneas ou, menos frequentemente, cirúrgicas, sempre avaliadas por equipa especializada. A dor crónica requer acompanhamento multidisciplinar.

Quais são as consequências a médio e longo prazo? Episódios agudos costumam resolver-se, mas alguns evoluem para dor crónica, com impacto na qualidade de vida, atividade profissional e hobbies. Pode surgir ansiedade, depressão e sono comprometido.

A prevenção é fundamental. Manter um peso saudável, exercer-se regularmente e adotar uma boa higiene postural reduzem o risco. Dobramos os joelhos ao levantar objetos, mantemos os pés apoiados e optamos por colchão adequado.

Horários de sono e postura adequados ajudam: dormir de lado com almofada entre os joelhos ou de costas com almofada sob os joelhos. Evitar sedentarismo e pausas ativas a cada 30 minutos, principalmente em ambientes de trabalho.

Em suma, a lombalgia afeta grande parte da população, mas pode ser gerida com diagnóstico adequado, tratamento adequado e medidas preventivas diárias. A coordenação entre médicos, fisioterapeutas e pacientes é essencial para reduzir o sofrimento e manter a funcionalidade.

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