- A Unidade Local de Saúde de Coimbra desmentiu a notícia de que uma doente oncológica terminal tenha esperado sentada no chão da urgência por falta de macas.
- O hospital afirma que a mulher entrou na urgência numa cadeira de rodas, acompanhada por dois familiares, e que houve disponibilização de cadeira de rodas com apoio de um segurança, após avaliação da situação no local.
- Um dos familiares terá depois ido buscar uma manta ao carro, estendido a mulher no chão e mostrado a intenção de fotografar; a equipa de enfermagem interveio de imediato e fez a triagem.
- A doente teve duas visitas à urgência no mesmo dia: a primeira entre as 10h34 e 13h43, com alta, e a segunda entre as 13h45 e 20h34, com alta medicação; em ambos os episódios houve avaliação clínica.
- A ULS confirmou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias, defendendo de forma clara os profissionais envolvidos.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra desmentiu a notícia de que uma doente oncológica terminal tenha esperado sentada no chão da urgência por falta de macas. A direção hospitalar afirma que o relato apresentado pela família não corresponde à verdade, com base em registos clínicos e depoimentos dos profissionais de saúde.
Segundo a ULS, um familiar pediu uma maca, mas a decisão de não a atribuir seguiu uma avaliação no local. A equipa concluiu que a utente estava calma, orientada e capaz de se sentar, foram disponibilizadas uma cadeira de rodas e o apoio de um segurança. A doente entrou na urgência em cadeira de rodas, acompanhada por dois familiares.
Pouco depois, um dos familiares levou uma manta ao carro e estendeu a mulher no chão, alegando intenção de fotografar. A equipa de enfermagem, alertada por um bombeiro, interveio prontamente e procedeu à triagem. A ULS afirma que nunca autorizou que alguém ficasse no chão por falta de meios.
A instituição detalha ainda o registo de duas entradas na urgência da utente, ambas com pulseira laranja, indicadora de situação muito urgente: a primeira às 10h34, alta às 13h43; a segunda às 13h45, alta às 20h34, desta vez medicada. Em ambas ocasiões houve avaliação, medicação e acompanhamento.
O hospital sublinha que os profissionais atuaram de acordo com as boas práticas e protocolos vigentes, rejeitando as acusações. Um inquérito foi já aberto pela ULS de Coimbra para apurar as circunstâncias do caso.
A mulher, de 59 anos, era acompanhada pela família e apresentava dores intensas, segundo relatos. O episódio remonta à quinta-feira anterior ao comunicado. A ULS sublinha que a situação está a ser averiguada com escrutínio institucional.
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