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Enfarte em mulheres pode não doer no peito, alerta de maior risco

Enfarte nas mulheres pode não começar com dor no peito; sinais difusos atrasam diagnóstico e aumentam o risco de mortalidade

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Enfarte nas mulheres nem sempre dói no peito - e isso é o que o torna ainda mais perigoso
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  • O enfarte nas mulheres nem sempre começa com dor no peito; podem aparecer cansaço extremo, náuseas e uma sensação de ansiedade inexplicável.
  • Sinais atípicos dificultam o reconhecimento e, por vezes, são confundidos com problemas digestivos, stress ou ansiedade, atrasando o tratamento.
  • Em mulheres, o enfarte pode ocorrer por disseção da artéria ou pela microvasculatura, tornando o diagnóstico mais desafiante com exames tradicionais.
  • A fase pós-menopausa é um período de maior vulnerabilidade cardiovascular; a gravidez e o pós-parto também elevam o risco devido a alterações hormonais e no sangue.
  • Em Portugal, 3.664 mortes por enfarte foram registadas em 2023; dados de 2025 mostram maior mortalidade entre homens, com a razão de 156,4 homens por 100 mulheres, e a maioria das mortes ocorreu em pessoas com 65 anos ou mais.

O enfarte agudo do miocárdio nem sempre se manifesta com dor no peito, sobretudo nas mulheres. Sintomas como cansaço extremo, náuseas e ansiedade inexplicável podem preceder ou substituir a dor torácica, tornando o diagnóstico mais desafiante.

A mensagem é clara: sinais atípicos ocorrem com frequência entre as mulheres e exigem atenção médica imediata. Especialistas indicam que, apesar de o aperto no peito persistir como sintoma comum, as mulheres podem apresentar manifestações difusas que confundem com problemas digestivos, stress ou ansiedade.

Sintomas atípicos podem atrasar o reconhecimento. Fadiga, falta de ar, náuseas, tonturas e sensação de ansiedade sem explicação são citados como indicadores importantes. O atraso na deteção aumenta o risco de dano cardíaco e complicações.

Diferenças biológicas entre os sexos também impactam o diagnóstico. Em homens, a rutura de placas costuma causar o enfarte; em mulheres, pode ocorrer disseção da parede de artéria ou obstrução de microvasculos, o que nem sempre aparece em exames tradicionais.

Ques de vulnerabilidade ao longo da vida. A fase pós-menopausa é marcada por maior risco cardiovascular, devido à queda dos estrogénios. A gravidez e o pós-parto também elevam o risco, com hipertensão e, raramente, dissecção de artérias associadas.

Se surgem sinais, é essencial ligar 112 sem demora. Dor abdominal superior, dor nas costas, desconforto no pescoço ou maxilar, falta de ar súbita, suores frios e tonturas podem indicar enfarte. A avaliação médica é crucial para reduzir danos ao músculo cardíaco.

Dados nacionais indicam impacto do enfarte. Em 2023, Portugal registou 3.664 óbitos por enfarte agudo, 3,1% da mortalidade total, queda de 6,2% face a 2022. Em 2025, as mortes atingiram maior incidência masculina, com 156,4 óbitos por 100 mulheres (variação em relação ao ano anterior).

Faixa etária dos óbitos. Do total, 77,9% tinham 65 ou mais anos, 59,1% tinham 75 ou mais. Cerca de 31,1% morreram abaixo dos 70 anos, indicando que o enfarte pode afetar jovens adultos, embora mais frequente em faixas etárias superiores.

Observação para profissionais de saúde. A identificação de sintomas em mulheres pode exigir avaliação cuidadosa de sinais não torácicos e confirmação diagnóstica adequada, sobretudo quando a apresentação é atípica. O tempo de resposta continua a ser determinante.

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