- O Centro de Responsabilidade Integrada de Medicina de Reprodução (CRI) do Hospital São João, no Porto, viu o tempo de espera para iniciar o tratamento cair de três anos para três meses.
- A capacidade de resposta aumentou, situando-se agora perto dos 100%, com as novas instalações a ocupar cerca de 650 metros quadrados e uma equipa de 20 profissionais.
- O investimento, de aproximadamente dois milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, permitiu duplicar a produção e ampliar a infraestrutura.
- O CRI foi criado em 2023; a procura elevada levou à expansão, que visa também resolver o diagnóstico genético pré-implantatório em Portugal, aumentando a rapidez do processo após o Teste Genético Pré-implantacional (PGT) para cerca de quatro meses.
- Na inauguração prevista para o próximo mês, o diretor de gestão, Manuel Melo, promete soluções inovadoras em literacia, acompanhamento dos doentes e libertação de médicos para trabalho mais clínico; o casal Laura e Armando Dauer, de 34 anos, foi um dos primeiros a beneficiar.
O Centro de Responsabilidade Integrada de Medicina de Reprodução (CRI) do Hospital São João, no Porto, reduziu o tempo de espera para tratamento de fertilidade de três anos para três meses, e aumentou a capacidade de resposta para perto de 100% dos pacientes.
As novas instalações duplicaram a área, totalizando cerca de 650 metros quadrados. A equipa passou a contar com 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros, biólogos, administrativos e auxiliares. O investimento, de cerca de dois milhões de euros, foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
O CRI foi criado em 2023, mas a procura elevada levou à expansão. O objetivo era duplicar a produção, estabelecer referências nacionais e internacionais e resolver o diagnóstico genético pré-implantatório em Portugal. Em 2025, a procura realizou 900 casais, face aos 400 registos anteriores.
Após a realização do Teste Genético Pré-implantacional (PGT), que assegura condições para uma gravidez saudável, o tempo de espera para iniciar o tratamento situa-se em aproximadamente quatro meses. A obra e os equipamentos consolidaram a resposta clínica.
Inauguração e novidades
A inauguração oficial das novas instalações está marcada para o próximo mês. O responsável do CRI revelou que serão apresentadas soluções inovadoras para aumentar a literacia e o acompanhamento dos pacientes, bem como libertar médicos para atividades mais clínicas.
Entre os primeiros beneficiários estiveram Laura e Armando Dauer, brasileiros de 34 anos, que chegaram a Portugal há quatro anos e iniciaram o processo há três meses. Laura tem endometriose; o casal afirma sentir maior esperança com o atual andamento.
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