- A entrevista de Natal com Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, aborda paz, memória, serviço público e o futuro da cidade.
- Reforça uma liderança colaborativa, com empatia e transparência, rejeitando a expressão “meus vereadores” e valorizando o trabalho em equipa.
- A experiência como enfermeiro na urgência explica uma ética de ação: sair de casa com um problema para resolver e não temer falhar, apenas evitar paralisar.
- Destaca o papel de Águeda no contexto europeu, com o reconhecimento Green Leaf e eventos como Natal e AgitÁgueda que impulsionam a economia, a autoestima e a identidade local.
- O futuro desejado é o de manter políticas contínuas, deixar o concelho sólido e ser lembrado por servir os outros, sem buscar protagonismo pessoal.
Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, concedeu uma entrevista durante o período de Natal em que aborda o balanço do mandato, a sua visão de serviço público e o futuro da cidade. O tema percorre paz, memória e ética de gestão, sem demagogia.
A conversa decorre num retrato humano do autarca, que privilegia empatia, transparência e trabalho coletivo. Destaca que liderança não é posse, mas responsabilidade partilhada entre vereadores, família e cidadãos.
Ao falar do Natal, Almeida descreve um tempo simples, reservado e familiar. A paz é apresentada como convicção, não como slogan, e a necessidade de dialogar, ceder e compreender ganha centralidade na gestão local.
Contexto
A entrevista revela a experiência de Almeida, que já trabalhou como enfermeiro na urgência. A prática profissional moldou uma ética de decisão, risco calculado e responsabilidade diária na esfera pública.
O presidente sublinha que a vida autárquica é um percurso com obstáculos, onde a empatia clarifica caminhos e facilita escolhas que afetam a comunidade. Não se vê isolado no poder.
Perspectivas de liderança e memória
A narrativa enfatiza que o município se governa com diálogo e colaboração, valorizando a confiança entre equipa e cidadãos. A ideia é orientar decisões com justiça na partilha de responsabilidades.
A memória familiar ganha relevo, com referências à mãe, ao pai e à ausência recente. A lembrança é encarada como forma de presença contínua e de motivação para continuar a servir.
Reconhecimentos e identidade de Águeda
O compromisso com a cidade fica patente na valorização dos eventos como Natal e AgitÁgueda, que contribuíram para a imagem e o comércio locais. Almeida aponta o orgulho partilhado como motor de intervenção pública.
O papel dos aguedenses é destacado como determinante para o sucesso da qualidade de vida na região. O discurso evita protagonismo individual, enfatizando resultado coletivo.
Futuro de Águeda
Sobre o futuro, Almeida afirma não idealizar o próprio legado. O objetivo é deixar um concelho sólido e capaz de continuar a crescer, com governança transparente e sem ruídos desnecessários.
A visão de gestão envolve permanecer acessível, permitindo que outras pessoas avancem com as suas próprias propostas. A ideia é abrir caminhos, não monopolizar o processo político.
Fecho e legado
A entrevista encerra com a ênfase na união, na felicidade coletiva e no orgulho pela terra. Almeida reconhece a importância da memória e da convivência, sem sentimentais nostalgia, mas com responsabilidade cívica.
Ao refletir sobre a forma de ser lembrado, responde com humildade: ter trabalhado pelos outros, sem deixar rancores. A leitura é de um mandato centrado no serviço e na dignidade da função pública.
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