- O Conselho de Ministros aprovou alterações às leis do arrendamento para resolver o impasse em heranças indivisas e acelerar despejos habitacionais.
- Em casos de heranças indivisas, reforçam-se os mecanismos de resolução de partilhas, com recurso à arbitragem sucessória fora do tribunal.
- A medida visa permitir o aproveitamento ou venda de imóveis sem que um único herdeiro possa bloquear a partilha, facilitando a valorização de terrenos rústicos e imóveis para venda ou arrendamento.
- O ministro da Presidência rejeitou que haja ataque à propriedade privada, garantindo proteção à casa de família e a menores de idade, e reforçando a autonomia contratual nos arrendamentos.
- Sobre despejos, promete-se maior celeridade judicial em caso de incumprimento, com a função de solidariedade a cargo do Estado; os diplomas serão apresentados aos partidos na próxima semana e ao parlamento até final de março.
O Governo aprovou, na generalidade, um conjunto de alterações às leis do arrendamento para resolver o impasse das heranças indivisas e acelerar despejos habitacionais. A medida pretende permitir o aproveitamento ou venda de imóveis sem bloqueios entre herdeiros, facilitando a partilha de terrenos e imóveis.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, após a reunião do Conselho de Ministros. As alterações utilizam a arbitragem sucessória fora do sistema judicial para desbloquear partilhas em caso de impasse entre herdeiros, com foco na rentabilização de terrenos rústicos e na venda ou arrendamento de imóveis habitacionais.
Medidas para heranças indivisas
Segundo o governante, não está em causa atacar a propriedade privada nem os direitos dos proprietários. Mantêm-se protegidos os direitos relativos à casa de família e aos herdeiros menores de idade.
Despachos sobre arrendamento e despejos
Relativamente aos contratos de arrendamento, o objetivo é reforçar a autonomia contratual das partes para aumentar a confiança dos proprietários e estimular a disponibilização de casas no mercado.
Sobre a agilização dos despejos, fica prevista maior celeridade judicial em casos de incumprimento por parte dos inquilinos, com a noção de que a responsabilidade de solidariedade recai sobre o Estado.
Perspetivas de implementação
Os três diplomas deverão ser apresentados em primeira mão aos partidos na próxima semana. Após recolha de contributos, o Governo pretende submeter as propostas ao parlamento até ao final de março.
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