- A presidente da ILGA Portugal acusa o PSD de avançar com o projeto para revogar a lei de autodeterminação da identidade de género sem ouvir as associações que trabalham com pessoas trans.
- O projeto em causa repõe a obrigatoriedade de atestado médico nos pedidos de mudança de sexo no registo civil.
- Daniela Bento lamenta que o PSD não tenha respondido aos contactos, ao contrário de outros partidos.
- Afirma que a questão é estável na sociedade e alerta para possível aumento da violência e do bullying escolar, com impacto na transição social de jovens.
- Promete lutar contra o retrocesso, inclusive junto do novo presidente da República.
O PSD é acusado de avançar com uma proposta para revogar a legislação que consagra o direito à autodeterminação da identidade de género, sem ouvir as associações que trabalham com pessoas trans. A denúncia parte da ILGA Portugal.
A presidente da ILGA Portugal afirma que o partido não contactou o grupo de associações para ouvir as suas perspetivas antes de apresentar o texto. Garantiu que outras formações políticas já esclareceram posições, ao contrário do PSD.
Segundo Daniela Bento, a iniciativa representa um recuo e poderá justificar novas dificuldades para jovens que já iniciaram a transição social. A associação diz ter tentado contactar o grupo parlamentar do PSD, sem resposta, e admite resistência dentro da sociedade a mudanças nesse domínio.
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