- Centenas de convidados assistiram à abertura oficial do festival Babell na Livraria Lello, no Porto, na manhã de São João.
- A cerimónia contou com a presença do presidente da República, António José Seguro, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do secretário de Estado da Cultura e do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte.
- A apresentadora Catarina Furtado abriu o festival com uma reflexão sobre o poder transformador da cultura, associando os livros à liberdade.
- O evento incluiu a inauguração da Livraria 1984, apresentada como a menor do mundo, com capacidade para albergar apenas um livro.
- Foi anunciada a extensão do programa Cheque-livro até 31 de agosto, já utilizado por 40 mil jovens, e reforçada a ideia de que a cultura deve estar mais perto de todos.
A abertura do Babell, festival dedicado à literatura, aconteceu na manhã de São João em frente à Livraria Lello, no Porto. Centenas de convidados reuniram-se para a cerimónia oficial que marcou o início do evento, com a participação de figuras públicas e representantes culturais.
Entre os presentes estiveram o presidente da República, António José Seguro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o secretário de Estado da Cultura e o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte. A apresentação ficou a cargo de Catarina Furtado, que abriu o festival com uma reflexão sobre o papel transformador da cultura, destacando os livros como instrumento de liberdade.
A administradora da Livraria Lello, Aurora Pedro Pinto, descreveu o momento como de alegria e celebração, sublinhando que hoje a maioria dos visitantes sai da livraria com um livro. Realçou ainda o crescimento da instituição desde há uma década, com o aumento significativo de visitantes e de vendas de livros, e lembrou o legado histórico da casa, fundadora de uma visão de preservação cultural.
Perspetivas e projetos
Rui Couceiro, comissário do Babell, afirmou acreditar no potencial do festival e na possibilidade de replicar o modelo de venda de livros como parte da experiência cultural. Pedro Duarte, coorganizador, destacou a importância do evento para o Porto e para o país, enfatizando a leitura como ponte entre culturas e gerações.
A ministra Margarida Balseiro Lopes referiu a importância de manter o livro como ferramenta de reflexão num tempo marcado pela rapidez, destacando a expansão da iniciativa de cheques-livro para 40 mil jovens, com prolongamento até 31 de agosto. Paulo Rangel lembrou a ligação afetiva com a Livraria Lello e evocou o significado da Torre de Babel como símbolo da ambição humana, associando-o ao objetivo de fomentar a compreensão global por meio do festival.
Encerramento e visão
No encerramento, António José Seguro destacou a dimensão social da literacia, citando autores consagrados para enfatizar a memória e a imaginação que o livro preserva. Foi apontada a necessidade de tornar a cultura mais sustentável, com referência a uma eventual lei de mecenato mais atrativa. O festival reforçou a ideia de que os livros continuam a ser uma ferramenta poderosa para a liberdade e a compreensão entre povos, mantendo-se como foco central da iniciativa.
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