- Regresso de Diogo Miranda à passarela com a marca A-Line no encerramento da 55.ª edição do Portugal Fashion.
- Susana Bettencourt anunciou uma pausa nas passerelles e o encerramento temporário do atual atelier para preparar uma nova etapa.
- A designer disse estar medicamente exausta e que o ritmo da indústria passou a impedir o prazer criativo; manterá a marca com modelo made-to-order e concluir o doutoramento.
- A pausa serve para preparar uma fábrica-escola-atelier, com parcerias e investidor para ligar produção, ensino e inovação; a marca não vai fechar e Bettencourt pretende manter a marca em atividade.
- O evento manteve a diversidade criativa e metas internacionais, com expectativa de regresso às Fashion Weeks em setembro e fortalecimento da internacionalização da moda portuguesa.
Diogo Miranda regressou à passerelle do Portugal Fashion, agora com a marca A-Line, num regresso muito aguardado que encerrou a 55.ª edição. Susana Bettencourt anunciou uma pausa nas apresentações em passarela e no atelier para preparar uma nova etapa. O certame manteve o ritmo criativo e a aposta na internacionalização.
A coleção da A-Line foi apresentada num desfile que destacou a ambição da marca, já presente em espaços como a Loja das Meias. O designer explicou que a etiqueta nasceu num contexto industrial e pretende alcançar padrões europeus e globais.
Antes de subir à passerelle, Miranda definiu como objetivo um show de qualidade para deixar o público satisfeito e, assim, reforçar a visibilidade internacional da moda portuguesa.
Susana Bettencourt revelou estar medicamente exausta, justificando o adiamento do processo criativo pelo ritmo intenso da indústria. A designer afirmou que vai interromper as apresentações e encerrar o atual atelier.
A pausa é, na prática, uma preparação para um novo modelo de negócio, baseado em produção made-to-order e coleções mais pequenas, ao ritmo da criadora. Bettencourt também planeia prosseguir os estudos.
A criadora assegurou que a marca não encerra definitivamente e que pretende manter a atividade, explorando parcerias e investidores para um projeto de longo prazo. A ideia inclui uma fábrica-escola-atelier.
O objetivo é integrar produção, ensino e inovação tecnológica, com participação de empresas como Shima Seiki e Mandarim, abrindo caminho a um projeto ambicioso de futuro. Bettencourt quer colaboração de parceiros.
O programa do último dia confirmou a diversidade criativa do evento, com homenagens emocionadas, propostas internacionais e reflexão sobre a produção em massa. O certame manteve o foco na qualidade e na inovação.
Mónica Neto, diretora do Portugal Fashion, reconheceu dificuldades recentes, mas elogiou a resiliência da equipa. A responsável reiterou a visão de um diálogo entre cultura e economia, com ambição internacional fortalecida.
Rodrigo Passos, vereador da Câmara do Porto, destacou a importância do evento para a cidade, embora tenha referido uma redução de apoio municipal. Este ponto não compromete, porém, a defesa do festival pela autarquia.
Entre o regresso de Miranda, a pausa de Bettencourt e o otimismo da organização, o Portugal Fashion voltou a afirmar a vitalidade da moda portuguesa, com impacto tanto a nível nacional como internacional.
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