- Feiras da ladra, salões de antiguidades e museus privados no Uzbequistão mantêm viva a memória de objetos históricos, com uma coleção de cerca de 2.000 peças em Tashkent.
- Os salões, com mais de trinta anos de existência, combinam restauração, atribuição histórica e comércio de mobília, livros e artefactos; há interesse crescente de jovens e empresas locais, incluindo hotéis que incorporam peças antigas.
- No bazar de Yangiabad, em Tashkent, vende-se antiguidades junto com artigos eletrônicos; o vendedor Abdurashid Matboboyev foca-se em equipamento fotográfico e de cinema vintage, atraindo turistas e aprendendo várias línguas.
- Em Bagdad, região de Fergana, Mirzaolim Tursunov transformou a casa num museu privado com mais de 3.000 objetos, preservando património para as futuras gerações, sem intenção de revenda.
- Em Bucara, mercados menores atraem colecionadores e turistas interessados em cerâmica, têxteis suzani, livros antigos e numismática, com visitantes estrangeiros que valorizam a história por trás dos objetos.
Feiras da ladra e espaços de antiguidades mantêm viva a memória histórica do Uzbequistão. Em Tashkent e noutras regiões, colecionadores, vendedores e restauradores preservam objetos que vão desde mobília antiga a tecidos bordados e máquinas fotográficas. A missão é recuperar o passado e partilhar histórias através de peças únicas.
Mercados de velharias e salões de antiguidades emergem como espaços de preservação cultural. Em Tashkent, um salão com mais de 30 anos reúne mobiliário, pinturas e fotografias raras, com um trabalho de bastidores que inclui investigação, restauração e contextualização histórica.
Movimento e o papel da família
A proprietária Lyubov Shapulina herdou o negócio dos pais e transforma-o num trabalho profissional, envolvendo avaliação, atribuição de peças e estudo do contexto histórico. O objetivo é manter a ligação entre arte contemporânea e objetos do passado.
A coleção atual já soma cerca de 2 000 peças, entre mobília, têxteis Suzani e obras de arte. O espaço trabalha em sintonia com artistas modernos, numa relação de respeito mútuo entre passado e presente.
Rosto local e tendências
Além dos salões, os mercados ao ar livre continuam a atrair colecionadores e turistas. O bazar de Yangiabad, em Tashkent, é um polo onde antiguidades convivem com eletrónica antiga e artigos domésticos, gerando fluxo de clientes internacionais.
Abdurashid Matboboyev, especialista em equipamento fotográfico vintage há quase 20 anos, alcança uma clientela de turistas que chegam com máquinas antigas ao pescoço. O vendedor também partilha conhecimentos de línguas com visitantes de várias nacionalidades.
Perspetivas de público e património
Entre os jovens e empresas locais cresce o interesse por design de interiores com peças históricas. Viajantes de diversas regiões valorizam a autenticidade do material, enquanto muitos colecionadores locais veem as peças como património cultural a preservar para as gerações futuras.
Mirzaolim Tursunov transformou a casa num museu privado com mais de 3 000 objetos na região de Fergana. O acervo inclui moedas antigas, livros, cobre gravado e artefactos artesanais, preservando memórias familiares e técnicas tradicionais.
Diversidade regional
Em Bucara, feiras menores atraem interessados em cerâmica, têxteis Suzani, literatura antiga e bules de chá. Um livro com mais de quatro séculos desperta particular interesse entre turistas de várias origens, que procuram compreender o passado através dos objetos.
Dilorom Jumayeva, vendedora local, observa que há um fluxo intenso de visitantes, sobretudo os fascinados por antiguidades e numismática. O mergulho na história acontece à medida que os objetos passam de mão em mão.
Conclusão informativa
Os espaços dedicados às antiguidades e as feiras de velharias no Uzbequistão revelam uma paisagem cultural dinâmica, onde história, artesanato e memória coletiva coexistem. Os visitantes sabem que cada peça carrega uma história por revelar.
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