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Tesouro de Salvaterra volta a brilhar, evidenciando descobertas recém-confirmadas

Tesouro da igreja de Salvaterra de Magos recuperado com apoio do Fundo Rainha D. Leonor; 27 telas salvas três vezes e restauro de 239 mil euros

João Oliveira e Sousa, curador e provedor da Misericórdia de Salvaterra de Magos
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  • O tesouro da Igreja da Misericórdia de Salvaterra de Magos foi salvo três vezes e foi devolvido à comunidade com o apoio do Fundo Rainha D. Leonor.
  • A intervenção de conservação custou 239.140 euros, com 215.226 euros financiados pelo Fundo; 15 telas foram restauradas no teto e 12 foram colocadas nas paredes e no núcleo expositivo, incluindo o restauro do trono de Nossa Senhora.
  • As peças foram encontradas nos armazéns subsolos da igreja, após terem estado guardadas durante décadas; a recuperação envolveu a descoberta das pinturas originais sob camadas de purpurina.
  • O Fundo Rainha D. Leonor foi criado em 2015 e já apoiou 171 Misericórdias, 59 projetos de património, totalizando 25 milhões de euros; as receitas dos Jogos Santa Casa financiam estas ações.
  • A iniciativa Boas Causas, da imprensa local, mostra o impacto dessas receitas em 13 episódios, com Salvaterra de Magos a ser a segunda história apresentada.

A Igreja da Misericórdia de Salvaterra de Magos voltou a receber o brilho de um tesouro recuperado graças ao Fundo Rainha D. Leonor. O restauro contou com apoio financeiro da fundação, criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela União das Misericórdias Portuguesas, em parceria com os Jogos Santa Casa.

João Oliveira e Sousa, curador e provedor da Misericórdia, conduziu a visita à igreja, destacando o significado do espaço para a comunidade local. A peça central do projeto foi o tesouro encontrado sob o pó acumulado ao longo das décadas.

Nesta iniciativa, a recuperação envolveu 27 telas que, por três vezes, tiveram sorte distinta: salvas em momentos de cheias, guardadas inadvertidamente e, finalmente, descobertas durante a intervenção atual. O fundo financiou parte do trabalho de restauro para devolver a intensidade histórica das obras.

O que mudou

O restauro, com um custo total de 239.140 euros, viu o Fundo Rainha D. Leonor financiar 215.226 euros. Quinze telas foram restauradas e reposicionadas no teto de caixotão, enquanto doze outras passaram a adornar a nave e o núcleo expositivo. O trono de Nossa Senhora também foi recuperado.

A intervenção revelou cores originais de azul, amarelo, verde e dourado, com o dourado mantido como elemento de destaque. A restauração devolveu aos visitantes parte da magnificência que a igreja perdeu ao longo do tempo.

A importância histórica e comunitária

A igreja abriga um conjunto de azulejos do século XVIII, um retábulo mor de estilo joséfico e peças em stucco com valor arquitetónico. A intervenção buscou não apenas a preservação, mas também a readequação para fins museográficos acessíveis ao público.

Inez Dentinho, do Conselho de Gestão do Fundo, descreveu a operação como de porta aberta, acompanhada pela participação de moradores que puderam testemunhar o progresso. A reconquista do espaço gerou entusiasmo na vila e aumentou o orgulho local.

O papel dos Jogos Santa Casa

As receitas dos Jogos Santa Casa destinam-se a devolver valor público, com 97% do que é arrecadado a ser reorientado para a sociedade. No último ano, mais de 800 milhões de euros foram entregues ao Estado, e cerca de 26,52% dos resultados retidos pela SCML financiam projetos sociais e de património.

João Oliveira e Sousa realçou o impacto social ao mencionar que a igreja, agora mais acessível, representa um exemplo claro do retorno a comunidades locais. O Fundo Rainha D. Leonor pretende ampliar ações em património histórico e áreas sociais.

Sobre o Fundo

Criado em 2015 pela SCML e pela União das Misericórdias Portuguesas, o Fundo já apoiou 171 projetos, com um investimento total de 25 milhões de euros. Salvaterra de Magos é um caso exemplar entre as iniciativas de recuperação de património e apoio social no país.

Treze episódios compõem a série Boas Causas, uma parceria entre o Correio da Manhã e a CMTV para evidenciar o impacto das receitas dos Jogos Santa Casa. A história da Igreja de Salvaterra é a segunda de uma lista de projetos reais e diversos.

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