- A Casa da Beira Alta do Porto celebra 70 anos desde a abertura na Rua de Santa Catarina.
- A associação foi criada por beirões chegada ao Porto a partir dos anos 1950.
- O presidente, Afonso Costa, pretende que a casa seja um íman para a região esquecida do interior.
- A instituição quer criar um conselho cultural para reinventar os pólos das regiões.
- O texto recorda a distância entre o Porto e Viseu ou a Guarda, e que as deslocações demoravam várias horas, o que dificultava as visitas.
A Casa da Beira Alta do Porto celebra 70 anos desde que abriu portas na Rua de Santa Catarina. O objetivo é manter-se como referência para a região interior, hoje ainda pouco integrada na vida cultural do Porto. O presidente da associação destaca a ambição de se tornar um íman para as comunidades da Beira Alta.
A instituição foi pioneira ao ligar o Porto às regiões que outrora compunham a antiga província. O atual desafio é reinventar-se face às dinâmicas regionais, mantendo o papel de ponto de encontro e de divulgação cultural para os beirões que migraram para a cidade a partir dos anos 1950.
Ao longo do tempo, o distanciamento entre a cidade grande e os concelhos do interior era real, com deslocações que podiam exigir mais de cinco horas, seja por via rodoviária, ferroviária ou de outras formas de transporte. Muitos imigrantes do Porto visitavam a casa apenas no Natal ou em ocasiões especiais.
Desafios e propósitos
O presidente Afonso Costa destaca a necessidade de abrir novas vias de participação regional. Entre as propostas, está a criação de um conselho cultural que envolva diferentes comunidades, agrupando iniciativas que fortaleçam a identidade beirense no litoral.
A ideia é que a Casa da Beira Alta funcione como elo entre o interior esquecido e o dinamismo urbano do Porto, articulando ações culturais, atividades comunitárias e intercâmbios entre as regiões. O foco permanece na preservação da memória e na renovação de projetos que promovam a coesão regional.
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