- A iniciativa [demo] – Diálogos em Movimento é criada por dois estudantes de filosofia da Universidade do Porto para aproximar o conhecimento académico do público.
- A primeira sessão realizou-se a 26 de maio, às 18h, na livraria Trama, na Rua dos Bragas, Porto.
- Irandina Afonso, professora do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi convidada para a sessão inaugural.
- O tema explorado foi a identidade, discutindo se ela é uma escolha ou um motor de ação política e pertença, entre outros aspectos.
- O projeto mantém o formato de encontros mensais no Porto, com entrada livre, e pretende convidar investigadores a despirem-se do jargão académico para apresentar o trabalho ao público.
O projeto [demo] – Diálogos em Movimento junta dois estudantes de filosofia da Universidade do Porto para aproximar o conhecimento académico do público. A iniciativa visa misturar teoria com debate público, promovendo uma leitura mais acessível.
A primeira sessão decorreu na terça-feira, 26 de maio, pelas 18h, na livraria Trama, na Rua dos Bragas, no Porto. A sala recebeu mais de uma dezena de visitantes em cerca de uma hora e meia de debate.
Irradiada pela ideia de desmistificar a academia, a iniciativa foi criada por Ana Cristina Pires e Eduardo Reis, estudantes da FLUP, com o objetivo de quebrar barreiras entre o meio académico e o público em geral. O projeto surgiu após um desafio de Pablo González, proprietário da livraria Trama.
O tema da sessão inaugural
A convidada da estreia foi Irandina Afonso, professora do Instituto de Filosofia da FLUP. Na sessão, o debate centrou-se na identidade, questionando se esta é uma escolha individual ou um motor de ação social e político, entre outras perspetivas.
O encontro seguiu com um debate aberto sobre as várias identidades que cada pessoa assume e sobre quem tem direito a falar sobre determinados temas, no âmbito do conceito de lugar de fala.
Perspetivas e próximos passos
O grupo da Faculdade de Letras que estuda filosofia e espaço público apoiou a ideia de ligar a universidade ao espaço público, tratando o conhecimento como um recurso aberto à dúvida e ao diálogo. A cada edição, pretende-se convidar investigadores para apresentarem o trabalho como demonstração ou demo, removendo o jargão académico.
O projeto segue no Porto com encontros mensais e a livraria Trama mantém-se como palco inicial. A organização permanece aberta a levar as sessões a outros locais. O próximo encontro, em junho, tem data ainda por confirmar e a entrada é livre.
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