- O Imaginarius celebra 25 anos e mudou de nome para Festival de Artes Performativas em Espaço Público, mantendo a ousadia e a identidade.
- De 21 a 23 de maio, Santa Maria da Feira transforma-se num imenso palco ao ar livre, com entrada gratuita.
- Companhias nacionais e internacionais ocupam as ruas com orquestras suspensas, acrobacias e performances que misturam chão e céu.
- O festival coloca a resistência no centro, com confrontos de linguagens, estéticas e visões do mundo, sem rede nem consensos.
- Destaques incluem a intervenção da La Fura dels Baus, as obras de Spencer Tunick e a participação do Desvio Coletivo do Brasil, explorando temas como assédio, violência e controlo do corpo feminino.
O Imaginarius, festival internacional de artes de rua, celebra 25 anos em 2024. De 21 a 23 de maio, Santa Maria da Feira recebeu de forma gratuita um vasto cartaz de performances ao ar livre, que procuraram transformar ruas em espaços de criação.
Companhias nacionais e internacionais ocuparam a cidade com propostas que vão da dança à acrobacia, passando por intervenções visuais e cenas de grande impacto. O público acompanhou orquestras suspensas, acrobacias e performances que exploraram o corpo, o espaço público e a interação com quem passa.
O festival manteve a sua essência de liberdade e experimentação, desafiando convenções e convidando a participação da comunidade. A intervenção incluiu a colaboração entre artistas de diferentes perspetivas, dentro de uma programação de rua sem custos.
La Fura dels Baus, companhia catalã, integrou a mostra com uma leitura teatral de impacto visual. Spencer Tunick também participou, oferecendo uma instalação que envolve pessoas nuas como elemento central da obra. O Desvio Coletivo do Brasil regressou com intervenção sobre assédio, violência e controlo do corpo feminino.
Mudança de identidade
O evento mantém a ousadia e a vocação de mudança, tendo alterado o nome para Festival de Artes Performativas em Espaço Público. A organização mantém o foco em propostas que dialogam com o espaço público e com o público sem reduzir a qualidade artística.
Resistência é o eixo temático da edição, reunindo diversas linguagens, estéticas e visões de mundo. A programação privilegiou a confrontação de estilos e a diversidade de expressões, sem ribaltamento de formatos ou papéis determinados.
O festival define-se pela presença de um palco aberto, com entradas gratuitas, e pela investigação de novas formas de apresentação. Ao longo das três jornadas, a cidade funcionou como palco de encontros entre artistas, residentes e visitantes.
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