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Bienal de Veneza abre com 20 pavilhões fechados por protesto

Bienal de Veneza abre com cerca de vinte pavilhões encerrados em protesto contra Rússia e Israel, com o pavilhão russo fechado durante todo o certame

Painel de entrada da Bienal de Veneza
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  • A abertura da Bienal de Veneza ficou marcada por protestos e cerca de 20 pavilhões fechados em solidariedade, incluindo o pavilhão da Rússia, que ficou fechado durante todo o certame.
  • Protestos contra a presença da Rússia e de Israel mobilizaram milhares de pessoas, com tensões no Arsenale e repetidas críticas à posição de Moscou e a apoio a Israel, enquanto Bruxelas sinalizou a possibilidade de cortar financiamento.
  • O pavilhão russo reagiu com a reabertura temporária, mas manteve-se encerrado para visitações, e houve registro de festa com DJ no local, segundo relatos na cobertura.
  • O ministro italiano da Cultura boicota a inauguração: o pavilhão italiano abriu sem representação institucional, enquanto Matteo Salvini visitou o pavilhão russo e elogiou a liberdade da arte.
  • Portugal participou com RedSkyFalls, de Alexandre Estrela, cuja inauguração teve animações paradas em protesto contra Israel; a ministra Margarida Balseiro Lopes assistiu sem comentar.

A 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza abriu neste sábado com cerca de 20 pavilhões fechados em protesto contra a presença da Rússia e de Israel no certame. O pavilhão russo, que recebeu Matteo Salvini, ficará encerrado durante todo o evento.

A greve, convocada por vários sindicatos e colectivos, reuniu em Veneza cerca de duas mil pessoas na Via Garibaldi. O cortejo dirigiu-se ao Arsenale para contestar a participação israelita, em referência às operações em Gaza. Houve confrontos junto ao Campo della Tana com a polícia.

A abertura refletiu tensões globais sobre conflitos atuais e financiamento da União Europeia ao certame, que decorre até novembro de 2026. Vários pavilhões nacionais encerraram atividades em solidariedade com o protesto.

Provas, impactos e finanças

A reabertura temporária do pavilhão da Rússia gerou controvérsia institucional, com a UE a ameaçar cortar financiamento caso a exibição valide posições do Kremlin. O pavilhão russo manteve-se aberto apenas para visões através das janelas.

Grupos artísticos, incluindo o colectivo Pussy Riot, realizaram ações simbólicas nas últimas dias. A Bienal confirmou que o pavilhão russo permanecerá fechado ao público durante o evento.

A cidade de Veneza vivenciou também a mobilização contra o pavilhão israelita, num protesto que justificou a retirada de apoio financeiro em função das sanções internacionais em vigor.

Presenças políticas e pavilhão de Portugal

Matteo Salvini visitou os Giardini e descreveu a arte como livre, tendo visitado o pavilhão russo ao final da tarde. O ministro da Cultura, Alessandro Giuli, boicotou a abertura do evento, dizendo que não houve resposta à sua discordância.

O pavilhão de Portugal exibiu a obra RedSkyFalls, de Alexandre Estrela, com as animações paradas em protesto contra a presença de Israel. Estrela integrou o manifesto ANGA e destacou a coerência com a temática da exposição.

A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, assistiu à inauguração mas não explicou os protestos. O pavilhão português manteve-se aberto, com a maioria das peças paradas e apenas as placas informativas acesas.

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