- A Câmara de Tomar interditou a circulação pedonal no troço superior do Aqueduto dos Pegões, junto ao Convento de Cristo, por razões de segurança, durante a avaliação técnica ao estado da estrutura.
- A interdição, acordada com o Património Cultural, afeta um trecho de cerca de 600 metros entre as duas “mães de água”, numa altura de cerca de 30 metros.
- Foram colocados cadeados nos acessos para impedir a passagem no topo; o monumento continua visitável, sem possibilidade de atravessar o topo.
- O diagnóstico definitivo depende do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), cujos estudos ainda não começaram devido à carga de trabalho do organismo.
- Autoridades locais indicam que até ao momento não há indícios de impactos significativos da tempestade, mas aguarda-se uma avaliação mais rigorosa.
A Câmara de Tomar interditou a circulação pedonal no topo do Aqueduto dos Pegões por motivos de segurança, enquanto decorre a avaliação técnica ao estado da estrutura. A medida foi anunciada na segunda-feira e aplica-se ao troço superior junto ao Convento de Cristo.
A decisão, articulada com o Património Cultural, visa salvaguardar visitantes numa área de elevada exposição ao risco. O acesso fica vedado, com cadeados colocados nos portões que davam passagem entre as duas mães de água. A intervenção cobre cerca de 600 metros, com alturas que chegam aos 30 metros.
As pessoas podem continuar a visitar o monumento, mas sem atravessar o topo. A avaliação inicial aguarda um diagnóstico mais aprofundado do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Até ao momento, não há indicação de impactos significativos da tempestade recente.
Estado da estrutura
O presidente da Câmara, Tiago Carrão, aponta que só com o estudo do LNEC serão conhecidas, com dados concretos, as condições da infraestrutura. O vereador socialista José Delgado descreve fendilhação e infiltrações, defendendo a interdição como medida preventiva.
O Aqueduto dos Pegões tem cerca de seis quilómetros de extensão, foi construído entre os séculos XVI e XVII para abastecer o Convento de Cristo e está classificado como Monumento Nacional.
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