- Volmir Cordeiro, coreógrafo brasileiro, apresenta em Almada, no Teatro Joaquim Benite, uma obra que explora o tumulto dançado e a relação entre público e palco.
- A peça inspiro-se no conceito de parterre, a zona térrea do teatro associada a espectadores de classes mais pobres.
- O artista foca-se na palavra e na dimensão social que ela carrega, dirigindo-se às pessoas próximas ao palco.
- Essas pessoas falam, gritam, cantam e retornam respostas ao que se vê no palco, desempenhando um papel crítico no andamento da encenação.
- O objetivo é “dançar a classe social”, questionando a dinâmica entre quem assiste e o que é apresentado no palco.
Volmir Cordeiro aproxima o tumulto do público com a dança. Em Almada, no Teatro Joaquim Benite, o coreógrafo brasileiro explora a relação entre palco e plateia, centrando-se nos movimentos de quem está mais próximo do espaço de apresentação.
O eixo da intervenção é a palavra e a dimensão social que ela carrega. Cordeiro analisa o papel do público do parterre, tradicionalmente composto por espectadores de classes populares, que assistem em pé, respondendo com gritos, cantos e retornos ao que sucede no palco.
A proposta sinalizada gira em torno da expressão de uma variedade de vozes presentes na primeira fila. O artista coloca em foco como a proximidade física influencia a percepção da performance e o diálogo com os intérpretes.
Contexto e participação do público
No contexto do renascentismo teatral, o parterre era a zona térrea frente ao palco. A leitura de Cordeiro associa esse espaço a uma crítica social, ao questionar o papel de quem observa e comenta em tempo real o desenrolar da encenação.
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