- A Capela Real do Palácio de Sintra vai ser restaurada num investimento de 2,7 milhões de euros pela Parques de Sintra, com inicio da obra nesta sexta-feira.
- A intervenção incide em toda a capela, destacando-se a recuperação do tecto mudéjar do século XV, parte da arquitetura da época de D. João I.
- O trabalho é conservativo, visando estabilizar materiais e devolver a policromia original que se perdeu parcialmente.
- A reabilitação envolve pinturas murais, pavimento azulejar e reforço da cobertura, com monitorização futura do estado de conservação através de sensores.
- A parceria inclui o Instituto Superior Técnico e o Laboratório Hércules, e a duração prevista é de 22 meses, com conclusão no segundo semestre de 2027; haverá conferência de apresentação do projeto na inauguração.
A Capela Real do Palácio de Sintra vai ser reabilitada num investimento de 2,7 milhões de euros pela Parques de Sintra. As obras arrancam nesta sexta-feira e abrangem toda a capela, com destaque para a recuperação do tecto mudéjar do século XV. Local: Palácio Nacional de Sintra.
A intervenção é apresentada como conservativa, visando recuperar e estabilizar os materiais. O tecto mudéjar, construído na época de D. João I, sofreu alterações após o terramoto, com novas soluções policromáticas introduzidas por D. Maria I.
A capela já passou por modificações ao longo dos séculos, incluindo uma intervenção de Raul Lino que devolveu a capela à sua matriz inicial. O objetivo é devolver à policromia original parte da sua riqueza histórica.
Conservação e financiamento
A Parques de Sintra garante 100% do financiamento para devolver o esplendor da policromia perdida e restaurar pinturas murais e o pavimento alicatado. A obra prevê ainda reforçar a cobertura e a monitorização futura.
A intervenção resulta de uma parceria com o Instituto Superior Técnico e o Laboratório Hércules, da Universidade de Évora. Estão previstos sensores para medir humidade e temperatura na cobertura.
Investigação e monitorização
O projeto inclui a monitorização do estado de conservação para reduzir intervenções futuras significativas. Os sensores permitirão aferir o estado patrimonial antes de danos graves ocorrerem.
A cerimónia de apresentação do projeto está marcada para sexta-feira, dia de início dos trabalhos. A duração prevista é de 22 meses, com conclusão estimada para o segundo semestre de 2027.
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