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Artesãos utilizam IA para ajudar a criar peças, de forma útil e cautelosa

Sete artesãos utilizam IA na fase de conceitualização; as peças nasceram da mão humana, reforçando a autoria e salientando o uso responsável da IA na arte

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  • Sete artesãos participaram num projeto de André Matos que os convidou a usar IA no momento de conceptualização das suas obras, ainda que as peças sejam criadas à mão; a exposição Crafting with AI surgiu nos escritórios da EY Portugal, em Alcântara.
  • Dois caminhos foram considerados para as IA: gerar prompts textuais para ideias ou carregar imagens para a IA sugerir inspirações; a maioria optou pela primeira hipótese para proteger direitos de autor.
  • A maioria dos artistas reconheceu a IA como ferramenta auxiliar, não substituta, mantendo a autoria das peças e ganhando maior confiança no processo criativo.
  • Exemplos: Florir, de Sara Marques, e Figo Lampo, de Vasco Águas, são peças resultantes do projeto, com a artista destacando que o resultado final é da sua autoria.
  • A exposição, com curadoria de Joana Teixeira, pretende expandir o projeto a mais artesãos e incluir novas obras, mantendo transparência sobre a participação da IA no processo.

O artista André Matos desafiou sete artesãos a usar IA na fase de conceptualização das suas obras, para saber se manteriam a autoria. As peças resultantes integram a exposição Crafting with AI, apresentada nos escritórios da EY Portugal, em Alcântara.

A iniciativa procurou explorar a interseção entre prática artesanal e tecnologia. Sete artesãos aceitaram o desafio, após uma triagem que afastou três potenciais participantes. A IA foi utilizada apenas na fase inicial do processo criativo.

Ao longo do projecto, Matos realizou entrevistas antes e após as sessões com IA, além de oficinas de formação sobre a ferramenta Runway. O objetivo foi aferir se o uso da IA altera a perceção de autoria das peças.

Processo criativo e receios

A maioria dos artistas avaliou o uso de prompts em texto como forma de explorar ideias, em detrimento de carregar imagens próprias para não comprometer direitos de autor. O receio principal era a potencial fragmentação da autoria.

Para cada participante, ficou claro que a IA funciona como uma ferramenta auxiliar, não substitui o gesto artesanal. As obras nasceram da mão dos artistas, com a máquina a fornecer sugestões iniciais ou inspirações.

Sara Marques explica a experiência como um misto de fascínio e reservas. A artista de Lisboa reconhece que a IA gerou imagens rápidas, mas afirma que o resultado final foi construído pela sua mão, mantendo a autoria.

Obras em foco e participação futura

Entre as obras expostas, destacam-se criações da Virginia Diogo Amaro, Henriette Arcelin, Maria Pratas, Mariana Filipe, Sara Marques, Sofia Esquível e Vasco Águas. A curadoria fica a cargo de Joana Teixeira.

A adaptação e expansão da mostra prevê a inclusão de novos artistas que também utilizarão IA, através do mesmo programa de formação. A EY Portugal promove ainda um passatempo para entradas na exposição, no dia 14 de Abril.

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