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Alerta sobre risco ao selo de Évora como Património UNESCO

Risco ao selo UNESCO de Évora com três centrais fotovoltaicas; plataforma aponta incumprimento de avaliação patrimonial e impacto na paisagem rural norte

Templo de Diana, Évora
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  • Uma plataforma cívica alerta que a classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial pode ficar em risco com a construção de três centrais fotovoltaicas previstas.
  • A organização pediu à UNESCO e ao ICOMOS — e já enviou fundamentação à Comissão Nacional da UNESCO — que seja feita uma avaliação patrimonial prévia, destacando a integração da paisagem rural norte de Évora.
  • Alega que o projeto não cumpriria procedimentos obrigatórios e que a avaliação de impacto patrimonial deveria anteceder os estudos de impacte ambiental.
  • As três centrais, na zona norte e nordeste de Évora, preveem mais de 1.550.000 painéis e ocupam mais de 1.700 hectares, com um dos projetos já licenciados para exploração.
  • As empresas envolvidas são Newcon40 (800.100 módulos), Hyperion (394.500 módulos) e IncognitWorld 3 (362.076 módulos); a plataforma defende também a inclusão de Évora na lista de Património Mundial em risco.

A plataforma cívica Juntos Pelo Divor – Paisagem e Património alertou que a classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial pode estar em risco caso avancem três centrais fotovoltaicas previstas para norte e nordeste da cidade. A organização já levou o caso à UNESCO e ao ICOMOS.

Alegando que os projetos violam requisitos que justificaram a classificação de Évora, a plataforma sustenta que não foi realizada uma avaliação patrimonial obrigatória sobre os impactos cumulativos. O argumento central é proteger a paisagem rural junto ao centro histórico, que permanece praticamente inalterada, conforme registo da UNESCO e recomendação do ICOMOS em 1986.

A plataforma enviou a fundamentação à Comissão Nacional da UNESCO e ao ICOMOS Portugal, solicitando uma avaliação de impacto patrimonial e zonas de exclusão. Também pediu que o traçado do TGV Lisboa-Madrid seja considerado no planeamento municipal.

Projetos fotovoltaicos e impactos

A Juntos Pelo Divor aponta que as três centrais previstas, a norte e nordeste de Évora, vão representar mais de 1,55 milhões de painéis e ocupar mais de 1.700 hectares contíguos. Este volume de construção é visto como potencial risco patrimonial que pode exigir medidas corretivas ou restritivas.

As empresas envolvidas são Newcon40, Hyperion e IncognitWorld 3. Em termos de capacidade, a Newcon40 prevê cerca de 800.100 módulos, a Hyperion 394.500 painéis e a IncognitWorld 3 aproximadamente 362.076 módulos. Até ao momento, apenas o projeto da IncognitWorld 3 tem licença de exploração.

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