- Santa Cruz da Graciosa vai recuperar todas as casas das lavadeiras (lavadouros públicos) do concelho para criar um roteiro turístico e dinamizar a cultura local.
- As casas das lavadeiras estão dispersas nas quatro freguesias (Guadalupe, Luz, Santa Cruz e São Mateus); a autarquia está a reabilitar o lavadouro público do Corpo Santo e já realizou intervenções na Luz em 2025.
- O objetivo é recuperar cerca de uma dúzia de edifícios, com destaque para a Luz, que tem cinco casas; as estruturas mantêm tanques, tetos em madeira e telhas tradicionais.
- O investimento previsto é de 100 mil euros, com conclusão prevista ainda este ano; serão instaladas placas com código QR e informações para visitantes, além de dinamização cultural no local.
- A iniciativa integra a Rota da Água da ilha, que já inclui o Reservatório do Atalho, um ex-lavatório convertido em património museológico ligado à história de gestão da água na Graciosa.
O município de Santa Cruz da Graciosa vai recuperar as casas das lavadeiras do concelho para criar um roteiro turístico e dinamizar culturalmente os espaços onde as mulheres lavavam à mão. A intervenção inclui o lavadouro público do Corpo Santo, em Santa Cruz, já em curso.
A iniciativa insere-se no conjunto de ações para preservar a arquitetura da água na ilha. O objetivo é reabilitar todas as casas das lavadeiras, cerca de uma dúzia, com destaque para a freguesia da Luz, onde existem cinco edificações.
António Reis, presidente da Câmara Municipal, explicou à Lusa que as obras visam manter o património edificado atualizado e apresentável, para que seja visitável e, se possível, funcional para uso futuro. O investimento estimado é de cerca de 100 mil euros.
Plano de intervenção e impactos
As casas das lavadeiras são edifícios brancos com tanques interiores para lavagem manual e espaços de secagem, com tetos em madeira e telhas tradicionais. Algumas estruturas apresentam maior desgaste, e as intervenções vão desde pintura a pequenos arranjos nas coberturas.
Além de recuperar o património, o município pretende instalar em cada lavadouro uma placa com QR Code e fornecer informação que explique a função histórica das casas. A ideia é combinar visitação com programação cultural local.
O projeto enquadra-se na estratégia de potenciar a Rota da Água, já existente na região, que inclui o Reservatório do Atalho, um elemento histórico inaugurado em 1866 para enfrentarSeca. O reservatório, hoje seco, funciona como museu aberto da engenharia comunitária.
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