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Tambor-falante regressa à Costa do Marfim após 110 anos

Tambor-falante djidji ayôkwé regressa à Costa do Marfim após mais de um século e vai para o Museu das Civilizações, marco de justiça histórica.

Françoise Remarck, ministra da Cultura e da Francofonia do Governo marfinense, na cerimónia de devolução material do *djidji ayôkwé*
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  • O djidji ayôkwé, tambor-falante sagrado do povo ebrié, com três metros de comprimento e 430 quilos, foi confiscado pela administração colonial francesa em 1916 e regressa à Costa do Marfim.
  • A entrega ocorreu em Abidjan, na presença da ministra da Cultura e da Francofonia, Françoise Remarck, e foi descrita como um dia histórico e um momento de justiça.
  • O tambor ficará primeiro num espaço seguro para aclimatização, antes de ser instalado definitivamente no Museu das Civilizações da Costa do Marfim.
  • A devolução integra um processo iniciado em 2017 pela França para repatriar bens culturais confiscados durante o período colonial, com uma cerimónia de devolução realizada em Paris há cerca de um mês.
  • A cerimónia contou com autoridades, chefes tradicionais ebriés e reforça o compromisso entre o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

O tambor-falante djidji ayôkwé, símbolo sagrado do povo ebrié, regressa à Costa do Marfim 110 anos depois de ter sido confiscado pela administração colonial francesa. A restituição foi formalizada com a receção na capital administrativa, Abidjan, esta sexta-feira, antes de seguir para o Museu das Civilizações.

O instrumento, com três metros de comprimento e 430 quilos, tinha funções de transmissão de mensagens ritualistas e de alerta às comunidades. O retorno acontece após décadas de negociação entre França e Costa do Marfim, enquadrado pelo processo de repatriação iniciado em 2017.

A cerimónia em Abidjan contou com a presença de Françoise Remarck, ministra da Cultura e da Francofonia do Governo marfinense, representantes da embaixada francesa e autoridades culturais. Chefes tradicionais ebriés marcaram o momento com rituais e danças.

Remarck descreveu o regresso como um momento de justiça e memória, salientando o empenho do Presidente Ouattara e do homólogo francês, Emmanuel Macron. O tambor ficará inicialmente num espaço seguro para aclimatização.

Posteriormente, o djidji ayôkwé será instalado no Museu das Civilizações da Costa do Marfim, em acordo com o Museu do Quai Branly, em Paris. O objeto já integrou as coleções do Quai Branly desde 2006, sem ter estado exposto até ao momento.

Este caso integra o crescente movimento de restituições de bens culturais roubados durante o período colonial. Em França, a apreciação de uma lei-quadro facilita, a prazo, devoluções similares, embora o princípio da inalienabilidade persista para muitas peças.

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