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Frazão não foi reconduzido na direção artística do Teatro do Bairro Alto

Francisco Frazão deixa de ser o director artístico do Teatro do Bairro Alto no final do mês; a EGEAC não renova o vínculo

Antes da chegada ao Teatro do Bairro Alto, entre 2004 e 2017, Francisco Frazão assegurou a programação da Culturgest, em Lisboa, na área do teatro
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  • Francisco Frazão não terá o seu contrato renovado como diretor artístico do Teatro do Bairro Alto (TBA) em Lisboa, com o término previsto para o final deste mês.
  • A decisão foi comunicada pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), que gere o TBA e outras instituições municipais.
  • Frazão ocupava o cargo desde 2018; iniciou este ano em regime de comissão de serviço, e o vínculo foi prolongado por três meses devido à ausência de um novo conselho de administração da EGEAC.
  • Quanto a 2027, a EGEAC disse-lhe que vai estudar os compromissos já assumidos pela equipa; o ex-diretor afirma que a programação até ao final do ano não fica em causa.
  • O TBA, segundo Frazão, vai entrar num “novo capítulo”; o espaço é visto por ele como património cultural e teve uma aposta forte na internacionalização, diversidade e acessibilidade.

Francisco Frazão não será reconduzido na direção artística do Teatro do Bairro Alto (TBA), em Lisboa. A informação foi confirmada pelo próprio a uma edição do PÚBLICO, e o vínculo termina no final deste mês, sem renovação pela EGEAC.

O TBA passa a gerir o seu futuro sem um novo mandato para Frazão, numa altura em que a empresa municipal EGEAC administra várias instituições culturais da cidade, incluindo São Luiz, LU.CA e o Capitólio. A decisão ocorreu no âmbito da gestão da cidade.

Frazão assume que estava em regime de comissão de serviço desde início deste ano. O vínculo foi prolongado por três meses devido à ausência de novo conselho de administração da EGEAC, ocorrido no final de 2025, conforme explicou ao PÚBLICO.

Contornos da decisão e próximos passos

O antigo diretor afirma não saber se haverá outras renovações contratuais em diferentes equipamentos sob a tutela da EGEAC e não comenta as justificações apresentadas para a decisão. Contudo, garante que a programação até ao fim do ano não estará em causa.

Relativamente ao futuro do TBA a partir de 2027, Frazão explica que a EGEAC indicou que vai avaliar compromissos já assumidos pela equipa. A curiosidade recai sobre possíveis mudanças de formato e cooperações com artistas e companhias.

Frazão destaca que jamais houve pressão sobre a equipa para programar ou limitar artistas. O TBA, diz, entra num novo capítulo, mantendo como objetivo preservar a herança da Cornucópia e a experiência adquirida no passado sete anos.

O ex-diretor reúne, ao longo da carreira, passagens pela Culturgest e pelos Artistas Unidos. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, Frazão defende que o TBA deve manter o foco na experimentação, no emergente e no internacional, com produção de pequena e média escala.

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