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Diretora da Academia do Benfica na Ucrânia, procurada pela Interpol

Diretora da academia do Benfica na Ucrânia é procurada pela Interpol em investigação à morte de menor num acampamento, com detenção e possível extradição

Benfica iniciou projeto de escola de futebol na Ucrânia em 2019
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  • A Interpol colocou a diretora da Academia do Benfica na Ucrânia, Maria Krivopishina, na lista de procurados, no âmbito da investigação à morte de uma criança de dez anos num acampamento perto de Kiev, em agosto de 2023.
  • A informação foi divulgada pelo Sport.ua, que cita uma notificação recebida pela mãe da vítima, Svitlana Honcharuk; Krivopishina estaria no estrangeiro, o que justifica extradição.
  • Segundo o despacho da Procuradoria Geral, a suspeita é abrangida pelo artigo 271, ponto dois, do Código Criminal da Ucrânia, por violação grave das normas de segurança no trabalho que resultem em morte; exames forenses teriam confirmado as falhas.
  • O tribunal ordenou a detenção da suspeita na sua ausência, decisão que foi confirmada pelo Tribunal de Recurso de Kiev.
  • Durante o acampamento, o treinador levou as crianças a nadar num lago com nove metros de profundidade sem supervisão; um menino de dez anos, que não sabia nadar, acabou por se afogar; os pais tinham tentado contactar a organização, sem sucesso.

A diretora da Academia do Benfica na Ucrânia, Maria Krivopishina, entrou na lista de procurados da Interpol, em um caso ligado à morte de uma criança de 10 anos durante um acampamento de jovens futebolistas, em agosto de 2023, no complexo da Vila Olímpica, perto de Kiev, onde a academia fica localizada. A informação foi publicada pelo Sport.ua, com base numa notificação recebida pela mãe da vítima, Svitlana Honcharuk, das autoridades policiais. Krivopishina encontra-se no estrangeiro, o que motiva a possibilidade de extradição.

Segundo despacho da Procuradoria Geral ucraniana, citado pelo football24.ua em setembro do ano passado, a dirigente é suspeita de violar os requisitos de segurança no trabalho, crime que pode provocar a morte de alguém. A investigação aponta para violações grosseiras das medidas de segurança, verificadas por exames forenses, o que levou o tribunal a ordenar a detenção da suspeita, decisão mantida pelo Tribunal de Recurso de Kiev, mesmo com a ausência da investigada.

Durante o acampamento, o treinador levou as crianças para nadar num lago com 9 metros de profundidade e deixou-as sem supervisão adequada. Ivan Goncharuk, de 10 anos, não sabia nadar e acabou por afogar-se. Os pais entraram em contacto repetidamente com a administração do acampamento no dia do sucedido, mas só souberam da morte através da polícia. A investigação indica que o treinador já tinha antecedentes de abandono.

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