Os sete detidos numa operação da GNR em Lousada vão a julgamento por associação criminosa, 178 crimes de maus-tratos a idosos, burla qualificada e fraude fiscal qualificada. Alguns arguidos enfrentam também acusação de homicídio. A investigação resultou no encerramento de nove lares ilegais, onde estavam acolhidas 11 pessoas entre 78 e 95 anos. Os detidos foram já apresentados a primeiro interrogatório no TIC de Penafiel.
O tribunal decidiu manter a prisão preventiva aos sete arguidos, devido aos perigos de continuação da atividade criminosa e à perturbação da ordem pública. Foi ainda imposta a proibição de contactarem com as vítimas, familiares e testemunhas, bem como a suspensão do exercício de atividade de cuidadores de pessoas vulneráveis.
Na terça-feira, a GNR encerrou nove residências que funcionavam sem licenciamento para cuidarem de idosos. As habitações acolhiam 11 utentes, entre 78 e 95 anos, sem condições adequadas de salubridade, higiene ou número suficiente de cuidadores, segundo a força de segurança. Os idosos foram encaminhados para locais de acolhimento identificados pela Segurança Social.
O inquérito, iniciado em 2023, prolonga-se desde o DIAP de Lousada e foi depois remetido ao DCIAP. O DCIAP afirma que as diligências, incluindo buscas em dez habitações, ocorreram sem interrupção desde o seu início. Várias testemunhas e utentes foram ouvidas durante as buscas realizadas pelas autoridades.
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