- Um inspetor da Polícia Judiciária e Adriano Sousa, conhecido como Adriano Quintanilha, empresário e presidente da Calvário Várzea, serão julgados em outubro por um plano para impedir que Quintanilha fosse incriminado no esquema de doping da W52-FC Porto.
- O início do julgamento está marcado para as 10H de 7 de outubro, no Tribunal de Felgueiras, distrito do Porto.
- A acusação sustenta que criaram um Código de Conduta falso para sustentar que Quintanilha e a associação desconheciam o esquema detetado no processo Prova Limpa.
- O documento foi entregue a Nuno Ribeiro, antigo director desportivo, e aos ciclistas para assinarem, com data anterior à data de elaboração, com o objetivo de distanciar a associação da conduta investigada.
- A acusação aponta que um ciclista assinou o documento sob ameaça de Quintanilha, que alegava proteger a equipa; Quintanilha continua acusado de coação, e o inspector da PJ de favorecimento pessoal.
Um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) e Adriano Quintanilha, antigo presidente da W52-FC Porto, vão a julgamento em outubro, por alegadamente terem planeado eximir o empresário de responsabilidade no caso de doping da equipa. O processo entra em fase de instrução com a abertura anunciada para 7 de outubro, no Tribunal de Felgueiras.
Segundo o MP, Quintanilha e o inspetor criaram um Código de Conduta falso para atestar que Quintanilha e a Associação Calvário Várzea desconheciam o esquema de dopagem. O documento destinava-se a distanciar as entidades da suposta irregularidade.
O objetivo era apresentar o código aos ciclistas e ao então diretor desportivo Nuno Ribeiro, para que assinassem, alegando proteção da equipa face às investigações. Amanhã de janeiro de 2022 consta entre as datas, ainda que o conteúdo fosse elaborado com data anterior.
Detalhes do processo
A acusação sustenta que o documento visava excluir qualquer responsabilidade penal, disciplinar ou civil para Quintanilha e para a Calvário Várzea. O plano incidia sobre apenas alguns ciclistas visados nas buscas de abril de 2022, no âmbito da operação Prova Limpa.
A investigação envolve ainda coação alegada contra um ciclista, que, segundo o MP, assinou o documento após ser pressionado, sob a ameaça de não receber o salário. O inspetor da PJ é acusado de favorecimento pessoal.
Quais são as acusações
O conjunto de acusações inclui falsificação de documento para ambos os arguidos, coação contra Quintanilha e favorecimento pessoal ao inspetor da PJ. No processo principal da W52-FC Porto, Quintanilha e Nuno Ribeiro já foram condenados a quatro anos e nove meses de prisão e recorreram da decisão.
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