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PSP investiga ligações entre figuras públicas e ‘Uber da Droga’

Interceções da PSP ligam celebridades a rede de tráfico de droga de Nuno dos Santos; José Carlos Pereira, Marta Gil e Jorge Fonseca envolvidos

Jorge Fonseca, José Carlos Pereira e Marta Gil apanhados pela PSP em chamadas telefónicas com 'Uber da Droga'
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  • Jorge Fonseca, José Carlos Pereira e Marta Gil estão entre convidados de uma lista VIP de clientes de Nuno dos Santos, condenado por tráfico de droga, apanhados em chamadas telefónicas com o alegado “Uber da Droga”.
  • O ator José Carlos Pereira foi identificado nas interceções, mas foi dispensado de depor em tribunal; uma chamada mostrou-o a caminho de Lisboa, a tentar marcar encontro com o líder da rede, tendo voltado a ligar às 10h21.
  • Marta Gil negou ter comprado droga a Ricardo e afirmou não conhecer atividades de tráfico associadas ao amigo; admitiu ter consumido haxixe pontualmente.
  • Ao falar sobre o que pediu ao arguido, Marta explicou que a expressão “aquele clássico” era usada para desabafar, sem referência a consumo de droga.
  • O judoca Jorge Fonseca terá mantido uma chamada com Leonel Nhaga; o seu advogado disse que o atleta desistiu de comprar ecstasy, após refletir, e afirma que nunca consumiu a droga.

A PSP embargou comunicações de vários intervenientes num caso de tráfico de droga ligado a uma suposta rede liderada por Nuno dos Santos. Entre as chamadas analisadas aparecem Jorge Fonseca, José Carlos Pereira e Marta Gil, citados na investigação que envolve uma rede apelidada de Uber da Droga. A ação revela contactos entre o principal arguido e figuras públicas e do entretenimento.

Entre os relatos constam interceções onde José Carlos Pereira foi identificado em conversas com o suspeito, mas acabou por não depor em tribunal. Numa das chamadas, ainda antes das 10h, o ator seguia na A5 a caminho de Lisboa, a tentar marcar encontro com o líder da rede. Pouco depois, Pereira ligou de novo para apurar onde estava Nuno Ricardo.

Marta Gil negou ter adquirido droga a Ricardo, assegurando desconhecer qualquer atividade criminosa do amigo. A atriz reconheceu ter consumido haxixe de forma pontual e explicou que o pedido pelo termo aquele clássico era uma expressão usada para desabafar, sem relação com drogas.

Jorge Fonseca terá usado o telemóvel para falar com Leonel Nhaga, alegado braço-direito de Nuno Ricardo. O advogado do judoca explicou que o atleta desistiu de uma eventual compra de ecstasy após reflexão, sem ter chegado a consumi-lo.

Detalhes da investigação

A autoridade policial não detalha datas exatas de todas as comunicações, mas descreve padrões de conversas que associam os intervenientes a uma rede de tráfico. O processo aguarda desenvolvimentos em tribunal, com a defesa a contestar parte das ligações apresentadas pela acusação.

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