O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que Portugal reconheceu desde cedo o desafio do crime organizado brasileiro e que deve conseguir frear o avanço dessas estruturas no país. A observação foi feita à Lusa, à margem do 14.º Fórum de Lisboa.
Antonio José Campos Moreira indicou que o diálogo com as autoridades portuguesas tem sido direto e objetivo. O responsável carioca administra no estado várias organizações criminosas, incluindo o Comando Vermelho.
O procurador destacou que a influência do crime organizado em Portugal ainda não é motivo de grande alarme, mas já preocupa. Não comentou o caso específico do membro do PCC, conhecido como Hulk, libertado após esgotar a prisão preventiva em Portugal.
O homem detido pela Polícia Judiciária em novembro pediu proteção internacional para evitar a extradição ao Brasil; a solicitação foi recusada pela AIMA e seguiu para o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa.
Moreira defendeu a importância de leis processuais penais voltadas a organizações criminosas, afirmando que a legislação tradicional não funciona nesse tipo de criminalidade. A velocidade do crime organizado exige respostas mais ágeis.
Estrutura e resposta institucional
Segundo o procurador, a criminalidade organizada funciona com uma dinâmica diferente da criminalidade comum, exigindo cooperação entre autoridades, intercâmbio de informações e menos burocracia na fase de investigação.
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